Acabou o milho acabou a pipoca 5
Acabou o milho acabou a pipoca 5
Essa eu prometo que será a última. Quando papai me levava para ir até o BANERJ passávamos no Bar do José Rangel o querido amigo ZÈ MENGÃO,seu amigo nas excursões que os dois faziam para o sul,para a famosa festa da uva e outras mais.O meu saudoso amigo Fernando Frota uma vez estava dentro do bar,quando chegou à comitiva de Leonel Brizola e Darcy Ribeiro,invadiram o bar,era gente para todo lado,o Fernando Frota estava com muita fome,e quase todos os dias almoçava por lá,chamou o funcionário o Roberto e pediu um PF um prato feito,mas falou baixinho,o Roberto esqueceu a comitiva do Brizola e disse bem alto...sai um PF para o Frota no capricho Carlão. Quando saiu o PF cadê o Frota? Saiu de fininho morto de fome e desapareceu na multidão da Rua Direita. O Bar de ZÈ MENGÃO era o point da política macaense, antes era o Café Belas Artes, se aquelas paredes ou o próprio ZÈ MENGÃO falasse seria um Deus nos acuda, quantas estórias ele não sabe?
E passávamos no Sr. Tiziu um negro enorme que engraxava os sapatos na sua cadeira quase imperial, ainda fazia seu jogo de bicho e vendia bilhetes da loteria federal, depois saía no seu Corcel cor de abóbora e em alta velocidade. Depois que o Bar de ZÈ MENGÃO fechou o bar eu demorei uma semana mais ou menos até me conscientizar que o bar tinha fechado, era automático passar por lá ou de manhã ou à tarde para beber um café pingado, o famoso café com leite, e aproveitar e conversar com meu amigo Guto Sardinha da AMPLA sobre as novidades da cidade. Papai comprava sempre os bilhetes da loteria federal de Dona Julita no rua do Beco do Caneco,onde hoje existe um estacionamento ao lado do antigo Hotel Ouro Negro,existia o Hotel Balzana e ao lado a residência do Dr.: Orlando e Dona Wanda,onde o Cido Cabeleireiro alugou por um bom tempo.Papai também passava na Barbearia do Sr Fábio, pai do meu amigo Neto que trabalhou durante muitos anos no Banco do Brasil,ao lado da Casa Africana,que sempre frequentava o Bar de papai,com seus velhos amigos.
Tinha a casa do Sr. Zelino Cunha e Dona Laura amigos da minha família há mais de 50 anos, um casal maravilhoso e educadíssimo, pois a rua da praia na década de 60 era o must, a maioria dos comerciantes residia lá, e o mar era límpido e transparente, onde as pessoas mergulhavam e pescavam vários tipos de peixe, a maioria das construções da rua da praia, incluindo o mercado de peixe, foram feitas por um grande construtor o Sr. Francisconi. Uma vez estava no paredão da rua da praia,quando avistei um senhor de uns 75 anos aproximadamente,que parecia estar voltando no tempo, comecei a puxar assunto e foi aí que soube que aquele senhor tinha construído quase tudo por ali, era o senhor Francisconi em pessoa, conversamos por horas e seus olhos cheio de água de saudade daquele tempo maravilhoso que ele mesmo tinha participado.
Eu sempre quis ser escoteiro, mas era muito peralta, levado e arteiro e o chefe dos escoteiros na época disse para papai que não era possível eu fazer parte dos escoteiros, pois poderia arrumar alguma confusão, era o famoso e saudoso Fabiano, uma figuraça, mais peralta, levado e arteiro do que eu. Depois viramos amigos e grandes amigos.
Em 1977 no dia primeiro de abril até o dia 3 de abril, passou no Cine Clube o filme do conjunto LED ZEPPELIN, depois assisti ao show do Egberto Gismonti e ao melhor show do WAKER e sua banda sonora com Wanderlei Pereira na bateria, irmão do grande baixista Ceceu Pereira o grande saxofonista Dulcilando Pereira pai do amigo Lando Pereira.
No Cine Santa Isabel passava filmes de Kung Fu e Faroeste, nesse mesmo ano fui assistir ao filme do momento Lúcio Flávio o Passageiro da Agonia, com o Reginaldo Farias no papel principal. Toda semana nos filmes de faroeste eu torcia pelos índios, jamais torci pelos brancos, e no final da sessão era briga na certa. Nessa mesma época a garotada se divertia com os campeonatos de botão,mas tinha que ser de madrepérola,que eram os melhores e mais caros.Os campeonatos aconteciam na casa de Ulisses,Mardoninho e Rubinho,que sempre armava para se dar bem. E o contato com as Embaixadas de outros países, quem tinha contato tinha tudo, e para arrumar esses contatos eram com o Mardoninho e Léo Chaves, bons tempos aqueles.
Uma vez em frente ao Cine Santa Isabel existia uma que se chamava Lanchonete Imbetiba, que vendia a famosa cachaça Faceira que o Sr. Sindú Bersot fabricava em seu sítio em Conceição de Macabú, fui várias vezes com papai no sítio dele, que era cheio de tonéis de carvalho para encher os galões para revendermos no bar de papai.
Como já conhecia a cachaça e era muito forte, chamei o Luciano Brochado, o Báu da Boa Vista, o Charles Borba o Toco, e começa,mos a beber,quando levantei para pagar a conta,já estava muito alto,paguei a conta e o Luciano falou: Poxa como você está bem,foi à última vez que ouvir uma voz,desmaiei na hora,caindo na calçada.
Os três me levaram até a Imbetiba, na minha casa segurando-me pelos braços e pernas, papai ficou uma fera comigo, que vergonha cheguei à casa carregado.
Outro porre estórico aconteceu na festa do mercado, encontrei com o Fernando Petersen e começamos a beber no bar do Meteoro, que era em frente à Igreja Nossa Senhora de Fátima, e fomos para ao restaurante Latávola na rua da praia, ao lado da casa do Dr. Jair que era dentista, fui levado para casa de novo, não vi a festa do mercado e muito menos quem me levou para casa.
Falando em Dentista existia o Dr. Djalma Almeida que era diretor do Colégio Caetano Dias, o Dr. Jair da rua da praia, o Dr. Gilberto Pedrini e inesquecível Dr. Nelito que passava horas assistindo desenho animado, enquanto nós esperávamos sentados no sofá. Hoje em dia a sua filha Bia vende a melhor empada da região,e tem um restaurante onde era o consultório do seu pai o Dr. Nelito,ao lado da Papelaria Lamoglia do meu amigo Nilton,pai de Niltinho e o Pablo.
Papelarias existiam poucas, a papelaria São João na rua direita, em frente ao Bradesco hoje em dia, que depois se transformou na Papelaria Lamoglia, a Papelaria Fachada, ao lado da casa do meu amigo Samuel Marques, pai do Rogério, do Samuel o “Zunga “do Adriano da Academia Corpo e Movimento, do Fabrício “Orelha” do Banco do Brasil, da Laila da Academia Equipe Atlética e da Cléa “.
Em frente ao antigo bar do ZÈ MENGÃO existia a Papelaria Majestic ao lado da famosa Fábrica Lince do Sr. Lacerda Agostinho, que fabricava o famoso refrigerante Moranguinho, a Cachaça Aurora e Licor Pesseguete.
Falando em fábricas, na Rua Direita existia na década de 50 e 60 a fábrica de tamancos do Sr. Romeu Pereira que mais tarde foi eleito prefeito de Macaé. A Malharia Bariloche, que vendiam agasalhos esportivos, e eram dos Espanhóis da família Corral e a Malharia Monviso dos Italianos da família Amadei.
Os colégios da cidade pediam para os alunos comprarem seus agasalhos na Malharia Bariloche. E as padarias? Existia a Padaria Lima onde se vendia os melhores doces na Rua direita do Sr. Lima pai do João Sérgio, a Padaria Reis onde se vendia os melhores bolos da cidade do Sr. Alberto Monteiro, pai de Tânia “Batalhão” Beto Português e Aninha, onde se vendia o famoso Steinhagen da marca Bolls, que vinha numa garrafa estilo de barro, como as antigas moringas, que a galera depois de beber, lavava e colocava água para ficar gelada, eu mesmo comprei várias. Minha mãe sempre mandava eu comprar as famosas roscas da Padaria Vitória que era na Rua Télio Barreto. A Padaria 7 onde se vendia o melhor sonho da cidade e o melhor pão, na rua do sacramento, na Imbetiba do meu amigo e famoso Sr. Mateus que trabalhou durante 40 anos só ali no mesmo ponto, e foi à última Padaria das antigas a fechar as portas, agora só tem a Padaria São Jorge na rua da igualdade na Imbetiba do Jairo da CEDAE e seus funcionários Jorge e Geziel. Cada Padaria tinha o seu forte,uma mercadoria que diferenciava-se das outras. Na Imbetiba na década de 70 existiam os vendedores, um deles era o Sr. Joaquim Medeiros que com a sua carrocinha, estilo essas de pipoqueiros, que vendia o melhor cuscuz e famoso quebra queixo, e tinha uma figura que vendia só frutas numa carrocinha era muito parecido com Jesus Cristo, e esse apelido ficou ele andava descalço e com bermuda jeans desbotada, e com o corpo sarado, sempre sem camisa, todo mundo o chamava de Jesus Cristo, ele dizia que era muito saudável comer frutas, e influenciou muitas pessoas para não comerem carne vermelha, só verduras e frutas, o cara era boa pinta e as mulheres tanto as solteiras quanto as casadas davam mole para ele, sempre sério não dava confiança para nenhuma delas, sempre as tratando com respeito. Também sempre aparecia no carnaval da Imbetiba,antes dessa doença de cultuar o corpo,uma figura ímpar,ele descia de um Puma branco zerado na época,vestido de HULK,o cara era forte demais,sempre descalço com uma bermuda jeans rasgada e todo pintado de verde,o verdadeiro HULK em pessoa,era fortíssimo,seus braços eram uma perna de qualquer pessoa normal,e andava em câmara lenta,de vez em quando batia nos peitos e gritava,a rapaziada ficava apavorada,mas nunca se meteu em confusão,numa briga sequer,era um cara da paz,uma pessoa do bem,todo ano no carnaval ele aparecia na Imbetiba,tornou-se uma figura folclórica nos carnavais da Imbetiba por muitos e muitos anos e sempre no anonimato,até hoje creio que ninguém sabe a verdadeira identidade do famoso HULK que aparecia em Macaé. O bar do Sr. Otacílio que tinha a famosa sinuca, onde se faziam filas para jogar na melhor mesa de sinuca de Macaé, eu gostava mesmo era do totó o famoso jogo de futebol com bonequinhos, eu era fera nesse jogo e até hoje sou, sempre gostei do totó, tinha até campeonato, ganhei vários.
Os Bailes no Tênis Clube sede social, onde tinha uma figura folclórica o Sr. Amaro conhecido por um apelido que ele detestava que era “Urubu Rei” gente finíssima comigo, afinal nunca o chamei pelo apelido por educação e respeito, pai da Marinete que foi minha professora no Caetano Dias e hoje trabalha na Estatal de Petróleo. Eu nunca fui sócio do Tênis Clube Sede Social ou Praiana, gostava mesmo era pular o muro e entrar escondido, ofereceram para papai várias vezes o título do Tênis, eu sempre fui contra, gostava mesmo era do Fluminense, pois o Tênis tinha umas pessoas muito cheias de pose, para não falar outras coisas. Quando matávamos aula no Caetano saíamos com o Eraldinho filho do saudoso Sr. Eraldo “Lanterneiro” e Dona Dalva irmão da minha amiga Izinha. Saíamos num carro que o Sr. Eraldo tinha criado o famoso e charmoso ODLARE que significava Eraldo de trás para frente, o carro era de mais, muito lindo, ou então saíamos no Alfa Romeo roxo que Eraldinho levava a galera para a praia do Pecado, lembro-me que Luciano Brochado, Izinha, Eraldinho e eu tiramos uma foto, que sumiu no tempo infelizmente. Tinha o Jornal A Folha Macaense que vendia igual à água do meu amigo Martinho Santa Fé, que o outro meu amigo o Ely Perón tinha uma coluna que se chamava TRNTA e SETE e MEIO que fazia o maior sucesso na época, uma pena que acabou esse jornal, como acabou o Século que Euzébio Luiz de Melo o “Zebinho” reeditou mais por pouco tempo.
Onde hoje em dia está localizado o Corpo de Bombeiros existia o Ginásio Macaense onde as meninas usavam uma saia pregueada verde, com camisa branca de mangas e golas verdes, era um dos melhores colégios da cidade. Creio que encerro essas crônicas por hoje,e gostei da idéia da minha amiga Wilma Guedes de reunir esses Haylanders Macaenses no espaço do Ricardo,e certamente irei com a última camisa pintada pelo um amigo Marco Aurélio,tenho duas, uma branca com uma flor no braço esquerdo,e a preta com o farol na cor lilás,que são do ano de 1994 e estão zeradas,novinhas. E sobre a rapaziada do Caixote o Eraldo tinha um comércio e deixava na calçada os caixotes de madeira, a rapaziada ficava sentada em cima batendo papo, daí o nome da rapaziada do Caixote. Quero agradecer a todos aqueles que leram minhas crônicas e puderam relembrar os bons tempos da nossa velha e querida Macaé e que deixaram seus comentários, e agradecer ao meu amigo Paulo Xavier que sempre me apoiou desde o início, deixando seus comentários inteligentes, tentei descobrir quem era o Paulo Xavier da Imbetiba. e sem querer descobrir que era o Paulo que me conhece desde criança,e freqüentava o bar do meu saudoso e querido pai,quando comecei a escrever aqui no Jornal o REBATE que o editor o meu amigo José Milbs me convidou depois que o meu amigo Guto Sardinha lhe disse que eu escrevia umas coisas interessantes em outro jornal da cidade. Os meus professores da Universidade Cândido Mendes, meus queridos mestres e amigos DR: Èlvio Granja Magistrado que já foi Juiz em Macaé na década de 70 e o Procurador DR: Roberto Leão, que me tratam como um filho, e sempre me pediam uma xérox autografada das minhas crônicas e hoje podem visualizá-las pela internet, sem vocês eu não teria conseguido escrever essas crônicas, e teria essas lembranças interiorizadas em minha memória, o meu muito obrigado mesmo de coração a todos vocês.
Como dizia o grande Oscar Wilde:
“Viver é a coisa mais rara do mundo, a maioria das pessoas apenas existe”.
Alessandro Barreto.
Acadêmico de Direito da Universidade Cândido Mendes.
Essa eu prometo que será a última. Quando papai me levava para ir até o BANERJ passávamos no Bar do José Rangel o querido amigo ZÈ MENGÃO,seu amigo nas excursões que os dois faziam para o sul,para a famosa festa da uva e outras mais.O meu saudoso amigo Fernando Frota uma vez estava dentro do bar,quando chegou à comitiva de Leonel Brizola e Darcy Ribeiro,invadiram o bar,era gente para todo lado,o Fernando Frota estava com muita fome,e quase todos os dias almoçava por lá,chamou o funcionário o Roberto e pediu um PF um prato feito,mas falou baixinho,o Roberto esqueceu a comitiva do Brizola e disse bem alto...sai um PF para o Frota no capricho Carlão. Quando saiu o PF cadê o Frota? Saiu de fininho morto de fome e desapareceu na multidão da Rua Direita. O Bar de ZÈ MENGÃO era o point da política macaense, antes era o Café Belas Artes, se aquelas paredes ou o próprio ZÈ MENGÃO falasse seria um Deus nos acuda, quantas estórias ele não sabe?
E passávamos no Sr. Tiziu um negro enorme que engraxava os sapatos na sua cadeira quase imperial, ainda fazia seu jogo de bicho e vendia bilhetes da loteria federal, depois saía no seu Corcel cor de abóbora e em alta velocidade. Depois que o Bar de ZÈ MENGÃO fechou o bar eu demorei uma semana mais ou menos até me conscientizar que o bar tinha fechado, era automático passar por lá ou de manhã ou à tarde para beber um café pingado, o famoso café com leite, e aproveitar e conversar com meu amigo Guto Sardinha da AMPLA sobre as novidades da cidade. Papai comprava sempre os bilhetes da loteria federal de Dona Julita no rua do Beco do Caneco,onde hoje existe um estacionamento ao lado do antigo Hotel Ouro Negro,existia o Hotel Balzana e ao lado a residência do Dr.: Orlando e Dona Wanda,onde o Cido Cabeleireiro alugou por um bom tempo.Papai também passava na Barbearia do Sr Fábio, pai do meu amigo Neto que trabalhou durante muitos anos no Banco do Brasil,ao lado da Casa Africana,que sempre frequentava o Bar de papai,com seus velhos amigos.
Tinha a casa do Sr. Zelino Cunha e Dona Laura amigos da minha família há mais de 50 anos, um casal maravilhoso e educadíssimo, pois a rua da praia na década de 60 era o must, a maioria dos comerciantes residia lá, e o mar era límpido e transparente, onde as pessoas mergulhavam e pescavam vários tipos de peixe, a maioria das construções da rua da praia, incluindo o mercado de peixe, foram feitas por um grande construtor o Sr. Francisconi. Uma vez estava no paredão da rua da praia,quando avistei um senhor de uns 75 anos aproximadamente,que parecia estar voltando no tempo, comecei a puxar assunto e foi aí que soube que aquele senhor tinha construído quase tudo por ali, era o senhor Francisconi em pessoa, conversamos por horas e seus olhos cheio de água de saudade daquele tempo maravilhoso que ele mesmo tinha participado.
Eu sempre quis ser escoteiro, mas era muito peralta, levado e arteiro e o chefe dos escoteiros na época disse para papai que não era possível eu fazer parte dos escoteiros, pois poderia arrumar alguma confusão, era o famoso e saudoso Fabiano, uma figuraça, mais peralta, levado e arteiro do que eu. Depois viramos amigos e grandes amigos.
Em 1977 no dia primeiro de abril até o dia 3 de abril, passou no Cine Clube o filme do conjunto LED ZEPPELIN, depois assisti ao show do Egberto Gismonti e ao melhor show do WAKER e sua banda sonora com Wanderlei Pereira na bateria, irmão do grande baixista Ceceu Pereira o grande saxofonista Dulcilando Pereira pai do amigo Lando Pereira.
No Cine Santa Isabel passava filmes de Kung Fu e Faroeste, nesse mesmo ano fui assistir ao filme do momento Lúcio Flávio o Passageiro da Agonia, com o Reginaldo Farias no papel principal. Toda semana nos filmes de faroeste eu torcia pelos índios, jamais torci pelos brancos, e no final da sessão era briga na certa. Nessa mesma época a garotada se divertia com os campeonatos de botão,mas tinha que ser de madrepérola,que eram os melhores e mais caros.Os campeonatos aconteciam na casa de Ulisses,Mardoninho e Rubinho,que sempre armava para se dar bem. E o contato com as Embaixadas de outros países, quem tinha contato tinha tudo, e para arrumar esses contatos eram com o Mardoninho e Léo Chaves, bons tempos aqueles.
Uma vez em frente ao Cine Santa Isabel existia uma que se chamava Lanchonete Imbetiba, que vendia a famosa cachaça Faceira que o Sr. Sindú Bersot fabricava em seu sítio em Conceição de Macabú, fui várias vezes com papai no sítio dele, que era cheio de tonéis de carvalho para encher os galões para revendermos no bar de papai.
Como já conhecia a cachaça e era muito forte, chamei o Luciano Brochado, o Báu da Boa Vista, o Charles Borba o Toco, e começa,mos a beber,quando levantei para pagar a conta,já estava muito alto,paguei a conta e o Luciano falou: Poxa como você está bem,foi à última vez que ouvir uma voz,desmaiei na hora,caindo na calçada.
Os três me levaram até a Imbetiba, na minha casa segurando-me pelos braços e pernas, papai ficou uma fera comigo, que vergonha cheguei à casa carregado.
Outro porre estórico aconteceu na festa do mercado, encontrei com o Fernando Petersen e começamos a beber no bar do Meteoro, que era em frente à Igreja Nossa Senhora de Fátima, e fomos para ao restaurante Latávola na rua da praia, ao lado da casa do Dr. Jair que era dentista, fui levado para casa de novo, não vi a festa do mercado e muito menos quem me levou para casa.
Falando em Dentista existia o Dr. Djalma Almeida que era diretor do Colégio Caetano Dias, o Dr. Jair da rua da praia, o Dr. Gilberto Pedrini e inesquecível Dr. Nelito que passava horas assistindo desenho animado, enquanto nós esperávamos sentados no sofá. Hoje em dia a sua filha Bia vende a melhor empada da região,e tem um restaurante onde era o consultório do seu pai o Dr. Nelito,ao lado da Papelaria Lamoglia do meu amigo Nilton,pai de Niltinho e o Pablo.
Papelarias existiam poucas, a papelaria São João na rua direita, em frente ao Bradesco hoje em dia, que depois se transformou na Papelaria Lamoglia, a Papelaria Fachada, ao lado da casa do meu amigo Samuel Marques, pai do Rogério, do Samuel o “Zunga “do Adriano da Academia Corpo e Movimento, do Fabrício “Orelha” do Banco do Brasil, da Laila da Academia Equipe Atlética e da Cléa “.
Em frente ao antigo bar do ZÈ MENGÃO existia a Papelaria Majestic ao lado da famosa Fábrica Lince do Sr. Lacerda Agostinho, que fabricava o famoso refrigerante Moranguinho, a Cachaça Aurora e Licor Pesseguete.
Falando em fábricas, na Rua Direita existia na década de 50 e 60 a fábrica de tamancos do Sr. Romeu Pereira que mais tarde foi eleito prefeito de Macaé. A Malharia Bariloche, que vendiam agasalhos esportivos, e eram dos Espanhóis da família Corral e a Malharia Monviso dos Italianos da família Amadei.
Os colégios da cidade pediam para os alunos comprarem seus agasalhos na Malharia Bariloche. E as padarias? Existia a Padaria Lima onde se vendia os melhores doces na Rua direita do Sr. Lima pai do João Sérgio, a Padaria Reis onde se vendia os melhores bolos da cidade do Sr. Alberto Monteiro, pai de Tânia “Batalhão” Beto Português e Aninha, onde se vendia o famoso Steinhagen da marca Bolls, que vinha numa garrafa estilo de barro, como as antigas moringas, que a galera depois de beber, lavava e colocava água para ficar gelada, eu mesmo comprei várias. Minha mãe sempre mandava eu comprar as famosas roscas da Padaria Vitória que era na Rua Télio Barreto. A Padaria 7 onde se vendia o melhor sonho da cidade e o melhor pão, na rua do sacramento, na Imbetiba do meu amigo e famoso Sr. Mateus que trabalhou durante 40 anos só ali no mesmo ponto, e foi à última Padaria das antigas a fechar as portas, agora só tem a Padaria São Jorge na rua da igualdade na Imbetiba do Jairo da CEDAE e seus funcionários Jorge e Geziel. Cada Padaria tinha o seu forte,uma mercadoria que diferenciava-se das outras. Na Imbetiba na década de 70 existiam os vendedores, um deles era o Sr. Joaquim Medeiros que com a sua carrocinha, estilo essas de pipoqueiros, que vendia o melhor cuscuz e famoso quebra queixo, e tinha uma figura que vendia só frutas numa carrocinha era muito parecido com Jesus Cristo, e esse apelido ficou ele andava descalço e com bermuda jeans desbotada, e com o corpo sarado, sempre sem camisa, todo mundo o chamava de Jesus Cristo, ele dizia que era muito saudável comer frutas, e influenciou muitas pessoas para não comerem carne vermelha, só verduras e frutas, o cara era boa pinta e as mulheres tanto as solteiras quanto as casadas davam mole para ele, sempre sério não dava confiança para nenhuma delas, sempre as tratando com respeito. Também sempre aparecia no carnaval da Imbetiba,antes dessa doença de cultuar o corpo,uma figura ímpar,ele descia de um Puma branco zerado na época,vestido de HULK,o cara era forte demais,sempre descalço com uma bermuda jeans rasgada e todo pintado de verde,o verdadeiro HULK em pessoa,era fortíssimo,seus braços eram uma perna de qualquer pessoa normal,e andava em câmara lenta,de vez em quando batia nos peitos e gritava,a rapaziada ficava apavorada,mas nunca se meteu em confusão,numa briga sequer,era um cara da paz,uma pessoa do bem,todo ano no carnaval ele aparecia na Imbetiba,tornou-se uma figura folclórica nos carnavais da Imbetiba por muitos e muitos anos e sempre no anonimato,até hoje creio que ninguém sabe a verdadeira identidade do famoso HULK que aparecia em Macaé. O bar do Sr. Otacílio que tinha a famosa sinuca, onde se faziam filas para jogar na melhor mesa de sinuca de Macaé, eu gostava mesmo era do totó o famoso jogo de futebol com bonequinhos, eu era fera nesse jogo e até hoje sou, sempre gostei do totó, tinha até campeonato, ganhei vários.
Os Bailes no Tênis Clube sede social, onde tinha uma figura folclórica o Sr. Amaro conhecido por um apelido que ele detestava que era “Urubu Rei” gente finíssima comigo, afinal nunca o chamei pelo apelido por educação e respeito, pai da Marinete que foi minha professora no Caetano Dias e hoje trabalha na Estatal de Petróleo. Eu nunca fui sócio do Tênis Clube Sede Social ou Praiana, gostava mesmo era pular o muro e entrar escondido, ofereceram para papai várias vezes o título do Tênis, eu sempre fui contra, gostava mesmo era do Fluminense, pois o Tênis tinha umas pessoas muito cheias de pose, para não falar outras coisas. Quando matávamos aula no Caetano saíamos com o Eraldinho filho do saudoso Sr. Eraldo “Lanterneiro” e Dona Dalva irmão da minha amiga Izinha. Saíamos num carro que o Sr. Eraldo tinha criado o famoso e charmoso ODLARE que significava Eraldo de trás para frente, o carro era de mais, muito lindo, ou então saíamos no Alfa Romeo roxo que Eraldinho levava a galera para a praia do Pecado, lembro-me que Luciano Brochado, Izinha, Eraldinho e eu tiramos uma foto, que sumiu no tempo infelizmente. Tinha o Jornal A Folha Macaense que vendia igual à água do meu amigo Martinho Santa Fé, que o outro meu amigo o Ely Perón tinha uma coluna que se chamava TRNTA e SETE e MEIO que fazia o maior sucesso na época, uma pena que acabou esse jornal, como acabou o Século que Euzébio Luiz de Melo o “Zebinho” reeditou mais por pouco tempo.
Onde hoje em dia está localizado o Corpo de Bombeiros existia o Ginásio Macaense onde as meninas usavam uma saia pregueada verde, com camisa branca de mangas e golas verdes, era um dos melhores colégios da cidade. Creio que encerro essas crônicas por hoje,e gostei da idéia da minha amiga Wilma Guedes de reunir esses Haylanders Macaenses no espaço do Ricardo,e certamente irei com a última camisa pintada pelo um amigo Marco Aurélio,tenho duas, uma branca com uma flor no braço esquerdo,e a preta com o farol na cor lilás,que são do ano de 1994 e estão zeradas,novinhas. E sobre a rapaziada do Caixote o Eraldo tinha um comércio e deixava na calçada os caixotes de madeira, a rapaziada ficava sentada em cima batendo papo, daí o nome da rapaziada do Caixote. Quero agradecer a todos aqueles que leram minhas crônicas e puderam relembrar os bons tempos da nossa velha e querida Macaé e que deixaram seus comentários, e agradecer ao meu amigo Paulo Xavier que sempre me apoiou desde o início, deixando seus comentários inteligentes, tentei descobrir quem era o Paulo Xavier da Imbetiba. e sem querer descobrir que era o Paulo que me conhece desde criança,e freqüentava o bar do meu saudoso e querido pai,quando comecei a escrever aqui no Jornal o REBATE que o editor o meu amigo José Milbs me convidou depois que o meu amigo Guto Sardinha lhe disse que eu escrevia umas coisas interessantes em outro jornal da cidade. Os meus professores da Universidade Cândido Mendes, meus queridos mestres e amigos DR: Èlvio Granja Magistrado que já foi Juiz em Macaé na década de 70 e o Procurador DR: Roberto Leão, que me tratam como um filho, e sempre me pediam uma xérox autografada das minhas crônicas e hoje podem visualizá-las pela internet, sem vocês eu não teria conseguido escrever essas crônicas, e teria essas lembranças interiorizadas em minha memória, o meu muito obrigado mesmo de coração a todos vocês.
Como dizia o grande Oscar Wilde:
“Viver é a coisa mais rara do mundo, a maioria das pessoas apenas existe”.
Alessandro Barreto.
Acadêmico de Direito da Universidade Cândido Mendes.
