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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Nove dedos.

Nove dedos

A novela pelo jeito não acabou, e está longe disso acontecer. Está virando uma mini série, não estou me referindo à novela global. E sim, a novela SATIAGRAHA, a operação que tornou-se um enorme quebra cabeça para a Polícia Federal. Agora o Conselho Nacional de Justiça, adiou pela segunda vez o julgamento em que os conselheiros irão decidir se abrem processo administrativo por suposto desvio de conduta contra o Juiz da 6ª Vara Criminal Federal Fausto de Sanctis.

O CNJ (Conselho Nacional de Justiça) através do Senhor Raul Bellens Jugmann Pinto, o deputado federal Raul Jugmann, que está por trás da cortina, para tentar prejudicar o juiz Fausto de Sanctis. Porque tem uma raiva encubada há muito tempo da PF. Alguém poderia me responder, qual seria o motivo?

É muito simples, quando ministro do Desenvolvimento Agrário do governo FHC, envolveu-se no escândalo do INCRA. A Procuradoria da República do Distrito Federal, no dia 11 de janeiro de 2007, abriu ação de improbidade administrativa contra o deputado federal Raul Jugmann. Na época um rombo de 33 milhões de reais, de 1998 à 2000, em recursos públicos para o pagamento de contrato de publicidade no INCRA (Instituto Nacional de Desenvolvimento Agrário) do governo FHC.

De acordo com o MP, o desvio era facilitado por subcontratações sucessivas e superfaturadas e ausência de licitações e fiscalização nos contratos de publicidade. Identificaram ainda, assinaturas de contratos com empresas fantasmas, compra de notas fiscais frias e pagamento por serviços não prestados.
“As provas colhidas revelam de modo claro a existência de uma verdadeira estrutura ilícita, nos moldes de uma quadrilha, destinada a dilapidar o patrimônio do INCRA por meios de sucessivos desvios nos contratos de publicidade”. Argumentaram os Procuradores José Alfredo de Paula Silva e Raquel Branquinho.
Só que na época, o poderoso FHC abafou e mandou arquivar o processo, vindo a público em 2007. O Jugmann afirmou estar surpreso, pois, essa estória para ele tinha acabado, pois, passaram-se quase dez anos.
Como um homem desse naipe, encontra-se no CNJ? Que moral tem para dizer se o Juiz Fausto de Sanctis deve ou não ser processado?Aliás,parece brincadeira um juiz federal como o Fausto de Sanctis,e o Delegado federal Protógenes Queirós,sendo interrogados por deputados envolvidos até o pescoço em escândalos,era para ser o contrário,não acham?
Depois desse acontecimento, com o caso de Daniel Dantas, o magistrado federal Fausto de Sanctis, foi indicado para ocupar uma vaga como Desembargador Federal da 3ª região, sabem o por quê? Simplesmente para desviar a atenção do caso do banqueiro bandido Daniel Dantas.
Fato semelhante aconteceu com o Juiz Federal Odilon de Oliveira, juiz da 3ª Vara Criminal Federal de Mato Grosso do Sul, que residia no quartel do Exércíto e agora reside no próprio fórum, sob severa proteção de oito agentes da PF fortemente armados. Pois, os traficantes anunciaram que dariam 500 mil reais pela morte do magistrado.
A quem interessa transferir dois magistrados de alto gabarito? Porque tentaram indicá-los para serem desembargadores? Só tem uma explicação, para que bandidos como Daniel Dantas e outros traficantes de alta periculosidade ficassem impunes e livres para continuarem suas operações ilícitas.
Outro personagem ilustre nessa mini série é o advogado criminalista Nélio Machado, o advogado do DD (Daniel Dantas). Tem um ódio mortal da PF, pois o mesmo foi investigado pela própria, durante a Operação Furacão. Quando defendia o Desembargador Federal do TFR (Tribunal Federal Regional da 2ª região) José Ricardo de Siqueira Regueira.
Depois da materialidade dos fatos, apresentado pelo Delegado Federal Protógenes Queirós, quando o mesmo testemunhou um encontro do Nélio Machado, advogado do Daniel Dantas, com os supostos assessores do ministro do STF Gilmar Mendes no restaurante Original Shundi.
O senhor Sérgio Souza Cirillo, havia sido nomeado pelo próprio Gilmar Mendes, para o cargo de confiança, como assessor da secretaria de segurança do STF.
O mesmo Cirillo teria ligações com o professor universitário Hugo Chicaroni, que o Juiz Fausto de Sanctis condenou a sete anos de reclusão, após tentar subornar com 1 milhão de dólares um Delegado Federal a mando do banqueiro bandido Daniel Dantas.
Chicaroni teria telefonado nove vezes para Cirillo entre os dias 4 de junho e 7 de julho, pouco antes de a operação SATIAGRAHA ser iniciada. Agora Gilmar Mendes pediu a PGR (Procuradoria Geral da República) que investigue a fundo para apurar os fatos.
Na época de FHC, nós simples mortais, não tínhamos informações, muito menos desconfiávamos de Desembargadores Federais e Juízes Federais vendendo sentenças. O Juiz Federal João Carlos da Rocha Matos, encontra-se preso até hoje. Sendo negado vários pedidos de HC (Hábeas Corpus), outros magistrados foram liberados por falta de provas.

Agora o STF irá atender ao pedido do MPF, para apurar as irregularidades do ministro do STJ Paulo Madina, com a possibilidade de ser processado. Na época do Doutor: Paulo Lacerda como diretor geral da PF, pau que dava em Chico, dava em Francisco também. Mas agora só dá em Chico. Uma coisa incrível é como um homem que foi Governador pelo PT e presidente do PT, agora é ministro da justiça?
O próprio diretor geral da PF Luiz Fernando Corrêa é sindicalista e amigo do LULA. Na época de FHC existia um dedo por trás das maracutaias do governo, nesse momento não existe um dedo, e sim, nove dedos por trás dessa vergonha. Sim, os nove dedos do LULA. Será que o Daniel Dantas não bancou a reeleição do nove dedos? Então, qual seria o motivo de protegê-lo? E se pedissem a quebra de sigilo telefônico e bancário do senhor Gilmar Mendes? Tenho certeza que não daria uma mini série, e sim, um filme de longa metragem. De investigador a investigado, caso do Delegado Federal Protógenes Queirós.
A própria Pf invadindo sua residência. Procurando o quê? Os 3 bilhões do Daniel Dantas? Só falta agora investigarem o Magistrado Federal Fausto de Sanctis, e o Procurador da República Rodrigo de Grandis. Infelizmente isso só acontece por aqui, uma suprema Corte comandada por um homem que se sente como um verdadeiro Deus. Só que ele se esqueceu que DEUS não é bom nem ruim. DEUS é justo.

Como dizia o grande general Charles de Gaulle:
“O Brasil não é um país sério.”



Alessandro Barreto.
Acadêmico de Direito da Universidade Cândido Mendes.