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domingo, 19 de junho de 2011

Acabou o milho, acabou a pipoca 4

Acabou o milho acabou a pipoca 4


Esqueci algumas figuras e estórias de nossa velha Macaé e resolvi escrever a última, a última mesmo, se não vai ficar igual ao filme Rambo ou o Exterminador do Futuro. Meu saudoso e querido pai sempre teve comércio, e Dona Abigail esposa do Sr. Abrahão Agostinho, vendia seus famosos e deliciosos bombocados que não existe em lugar nenhum desse planeta. O Antônio Luiz Lindenberg Nogueira o meu amigo Tuzica chegava a comer mais de 20 bombocados ele e o meu amigo Maurício Marreco quando vinha do Rio para passar as férias em Macaé, era de lei comer os deliciosos bombocados no bar de papai. Dona Abigail mãe de Dona Magdala, Dona Ambra, Dona Magali, Dona Marilandi, Dona Gilza e o meu grande amigo Abrahão Agostinho o grande Advogado, os bombocados eram feitos no fogão a lenha, colocados nas formas e assados em banho Maria, ela só vendia para papai e para o grande Daniel Pepé que vendia pelas ruas da Imbetiba os famosos bombocados que acabavam em segundos, lembro-me do sabor até hoje. No último aniversário de Dona Abigail ela mandou seus netos os meus grandes amigos Romano irmão da Daniela, filhos da inesquecível Dona Magdala e do Sr. Franco Cipriani um Italiano gente finíssima, o Tony Terra Agostinho e sua irmã Raquel filha da minha grande amiga Ângela Terra e do Abrahão Agostinho, me buscarem em casa para comer o último bombocado feito por ela, e outros doces maravilhosos, ela sabia que eu adorava doces e principalmente os doces preparados por ela com amor e carinho. Uns três meses depois ela infelizmente faleceu,levei vários doces para comer em casa naquela última noite em que passamos juntos,muitas saudades daquele dia.
O Daniel Pepé tinha esse apelido, pois tinha um defeito na perna, bebia umas e outras com o Sr. Abrahão Agostinho, Dr. Hervê, Sr. Jair Alfaiate, Sr.Hilbom Freitas, Dr.César e outros da velha guarda de Macaé.
Uma vez o Dr. Hervê esposo de Dona Dinah, saiu com seu Corcel GT preto e cor de abóbora em alta velocidade do bar de papai,quando podia na época ir para o Mercado de Peixe vindo pela Rua Dr. Bueno,hoje em dia é o contrário, ele muito bêbado caiu dentro do mar com seu corcel, sendo salvo por vários pescadores. O Sr. Manuel Português foi dar uma carona para o Sr. Hilbom Freitas e os dois Bêbados caíram dentro da vala na Avenida dos Jesuítas.
Antigamente a garotada ficava delirando vendo a fonte luminosa na rua da praia, toda semana meus pais me levavam para vê-la, eu tinha vontade de ter uma em casa, eu não, todo mundo da nossa época. Na Imbetiba a garotada brincava de cavalo de briga,quando um subia no ombro do outro e tentava derrubar o outro,pata cega e outras brincadeiras. Uma vez jogando bola no pátio do Colégio Irene Meireles,o Marcelus Siqueira,o Marcelão durante um carrinho,quebrou o braço,aí acabou a pelada também. Durante a década de 80 sempre vinha para Macaé à equipe de José Carlos Cunha, que era convidado da Dugnauto do meu amigo João Valença e seu irmão Geraldo Valença donos da concessionária Chevrolet, para fazer acrobacias com seus carros envenenados, andando em duas rodas e dando cavalos de pau, e os dois carros se aparelhavam de frente, isso acontecia da esquina da XALOSI do meu amigo Xará até a casa do meu saudoso amigo Luiz Alfredo de Melo Viana o Alfredinho Cabeleireiro. Uma vez o José Carlos Cunha disse no microfone se Macaé tinha um Homem para ficar preso no para choque dos carros para andar em duas rodas e depois dar o cavalo de pau com os carros se encontrando faltando apenas um palmo, nossa hora o Edson Bitencurt o famoso Edson Leão disse: Eu sou homem e vou, amarraram o Edson no para lama do carro que veio em disparada da Xalosi quando chegou em frente à casa do meu saudoso amigo Euzébio Luis de Melo o Zebinho, o carro parou,quando tiraram o capacete da cabeça do Edson Leão,ele estava desmaiado e tinha urinado nas calças, foi o maior mico, e todo mundo sacaneando o Leão. Eu estava na casa de Zebinho e todos caímos na gargalhada. Do lado da Igreja São Batista existia o bar do Aiki que era a maior figura jamais dizia um não, mesmo sem dinheiro à galera comia e bebia, depois foi morar no Canadá, onde permaneceu durante uns 20 anos, voltando a residir em Macaé novamente, o bar tinha um sótão, onde o mais íntimos acabavam dormindo por lá mesmo, uma mistura de bar com sorveteria, colado a na casa de Zebinho, onde era o point da rapaziada, a rapaziada ficava sentada na calçada da Igreja até de manhã.
Existia um bar na Rua Alfredo Backer um bar do meu amigo Fernando Pereira, que na época era casado com a Maria, que fazia um empadão de camarão e de frango maravilhoso, em frente à casa do carnavalesco Júnior Ferraz o Juninho Boneca e também em frente ao prédio do meu amigo Arian Pimentel.
Depois o Fernando passou o bar para o seu irmão, o meu amigo e arquiteto Fred Pereira, o Fred Cabeção marido da querida Mary, que deu continuidade ao bar que durou um bom tempo. Existia também o Bar Degrau dos sócios Deco e Glauro que trabalhavam no antigo BANERJ,onde hoje está localizado um estacionamento ao lado da Terra Brasil,em frente a saída do Tênis Clube que tem uma lotérica do Marcinho do Vita Sucos. Nessa época veio para Macaé o Cido Cabeleireiro que lançou um grande salão nos Cavaleiros, onde hoje em dia funciona uma loja de piscina, o salão vivia cheio, depois mudou-se para outro bairro. Os HI-FI na casas dos amigos, onde sempre todo mundo se dava bem, mas só rolava uns beijinhos mesmo. O Zé Uca e o Boa Fé que sempre desfilaram no blocos da piranhas,o bloco dos Bombeiros e outros mais. Falando em carnaval não poderia esquecer do Sr. Juquinha pai do Marcinho do Vita Sucos, que sempre saía fantasiado de algum personagem que fazia sucesso na televisão, uma figura marcante no carnaval de Macaé, que em 1987 fiz uma homenagem para ele na letra do meu polêmico samba para a Escola de Samba Acadêmicos da Aroeira.
A Imbetiba de noite viva cheia, o paredão não dava nem para sentar de tanta gente, a esquina do Pecado em frente ao Bar do Redondo, todo mundo sentado,quando de repente surge do nada o José Carlos Taranto conhecido como Grilo,com tijolo na mão, era lua cheia e ele estava super atacado, pois tinha problemas psicológicos, esperando uma vítima passar, nesse intervalo o meu amigo Henry professor de Educação Física vem atravessando a rua da esquina do Pecado para comprar um sorvete Sorriso na barraca do Sr. Boldrini, na metade do caminho o Grilo mira o tijolo na sua direção, eu ainda tentei avisá-lo em vão,quando Henrynho virou levou uma tijolada nas costas e partiu feroz para arrebentar com o Grilo,eu tive que segurá-lo, e tirei o Henrynho, que estava esfregando a cara do Grilo no muro, quase o matando, depois foi aquela gargalhada toda mundo rindo da situação.
Nessa mesma época vários macaenses da gema saíram do Brasil para tentarem a sorte na América, o Velton Chapetta o Veltinho, filho do Sr. Zuzú e a querida dona Alice, O meu grande amigo e irmão Marcos Valério Machado (o Vap), Filho de Dona Nilza Sardinha e do Sr. Marcos Machado o Sargento Marcos do Forte Marechal Hermes e o meu amigo Walzinho e o meu amigo Marcelus Figueira o famoso Xexéu, que logo depois retornou para Macaé. O Valério se despediu chorando no Hamburgão e no outro dia estava atravessando a fronteira do México pela cidade de Tijuana para a Califórnia,foi um guerreiro e teve muita disposição para atravessar a temida fronteira,eu iria com ele mas meu pai estava muito doente e com pouco tempo de vida,resolvi ficar.
De vez em quando o Vetinho aparece em Macaé, o Walzinho voltou, e o Valério nos dias das mães do ano passado esteve em Macaé. Vive na América há uns vinte anos, pois já vai ser avô, a sua filha mais velha vai ter uma filha, quem diria o Vap vovô, mas é vida.
O Grilo tinha problemas, mas era um artista, pintava muito, hoje em dia onde funciona a Loja Virgens e Vilões, existiu uma churrascaria que o Grilo fez um belo e lindo mural, aquela parede valia uma fortuna hoje. Falando em artistas ainda tenho duas camisas pintadas pelo grande Marco Aurélio Franco, Zé Bode apareceu na minha lanchonete e disse que estava vindo da casa de Marco Aurélio,eu encomendei 10 camisas,mas infelizmente ele só pintou duas,uma branca com uma flor linda no braço esquerdo,e pedi uma camisa preta com o Farol de Macaé na cor lilás,isso foi em 1994,estão zeradas parecem novas,guardo-as com o maior cuidado e carinho,só as uso em ocasiões especiais,como em festas dos amigos só para eles delirarem,pois,é NT que significa,ninguém tem,logo depois o Marco Aurélio Faleceu e como era seu amigo fui no seu enterro.
A partir de 1990 Macaé já não era mais a mesma, tudo mudou, tudo mesmo,e aquele tempo bom jamais voltará,ficará apenas nas nossas lembranças, era para ser uma trilogia, mas lembrei-me, de outros fatos e fiz o Acabou o milho acabou a pipoca 4, termino aqui com o maior prazer essa crônica para aqueles que vivenciaram e presenciaram esses momentos inesquecíveis da nossa velha e querida Macaé. Venho através deste, agradecer a todos que visualizaram meu blog e deixaram seus comentários, e que relembraram todos esses acontecimentos supracitados acima e aqueles que desencarnaram, que DEUS nosso pai celestial os receba com amor e luz.
Como dizia o grande Cazuza:
“O tempo não para”
Alessandro Barreto.
Acadêmico de Direito da Universidade Cândido Mendes.

3 Comentários:

  • Poxa Barreto, quanta história bonita, outras não tão bonitas assim, mas que ficaram na nossa memória. Com certeza cada macaense na faixa 40/70 anos se deliciaria com essas lembranças.

    Por Blogger Paulo, às 20 de junho de 2011 às 13:39  

  • Caro Missiê Barretê: Já deves imaginar quem faz tal comentário... pois aí vai: Antoine Lui em francês é claro " seu camarada Antonio Luiz (Tuzica ou melhor Tuza). Bateu uma saudade grande daqueles tempos e eu poderia citar algumas histórias nossas clássicas e aventurosas, como por exemplo; a ida para a tal água azul, lá para o lado do "Imburo" (eu ,vc, maneco cara de peixe, joazinho trinta e eraldo morcego da pororoca) lembras??? E as tardes e noites naquele salão de som em frente a praça Veríssimo de mello para ouvimos rock pesado do Deep purple, Led Zepplen, Black Sabbath, Uriah heep, Slade, Eric Clapton,etc e tal,total nostalgia não achas??? E outras mais tipo eu ,vc, Serginho piranha na praia da Imbetiba pulando do cais da Petrobrás e aí??? Aqui vai minha despedida, pois tenho q trabalhar. Je parle francê Missiê, trêbien...
    ah!ah!ah!ah!ah!
    Abraçossssss com saudades!!!!

    Antonio Luiz

    Por Blogger Joice, às 22 de julho de 2013 às 09:55  

  • É Barretinho você sabe de coisa heinn.

    Por Blogger Unknown, às 18 de maio de 2014 às 15:04  

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