Acabou o milho acabou a pipoca 3
Acabou o milho acabou a pipoca 3
Essa creio que será a penúltima crônica, afinal só daqui há 10 anos farei outra. Meu querido e saudoso pai me levava para assistir as matinês no Cine Taboada, às comédias com Mazzaropi e outros filmes, uma vez o Mazzaropi estava azarando uma mulher lavando roupas, de repente uma cobra se aproximava e eu gritei bem alto, cuidado moço com a cobra, foi uma enorme e longa gargalhada de todos os presentes, fiquei vermelho de tanta vergonha, mas criança é assim mesmo. Na Rua Direita papai sempre passava no Xodó e Café Belas Artes de Sr.: Francesco o seu Paco e Dona Tereza pais de Roberto Gonzáles Garcia, Rossio, Marabel, Paquito, Titino, Félix e Santiago. Eu aproveitava para brincar com a rapaziada, na volta passávamos na Casa Michel, Na Casa Chaloub do meu amigo Juarez Chaloub, era de lei papai passar na Fábrica Lince do SR Lacerda Agostinho, para beber uma dose de cachaça Aurora misturado com licor de pesseguete, depois íamos até a loja do Sr. Lívio Campos, esposo da minha querida Dona Jacyra, mãe do Rômulo, Rosane, João Carlos o Janjão, Livinho e Cacau, jogando WAR até de manhã, Dona Jacyra trazia bolos, tortas, e até almoço para a rapaziada. Uma empresa de brinquedos lançou um bonequinho que chamava-se Janjão Corneteiro,ele ficava revoltado com esse apelido,ele namorava a Gisele uma morena linda de cabelos negros enrolados,ele tinha muito ciúme dela.
Ao lado da loja do Sr.: Lívio Campos, existia uma loja que vendia cigarros de chocolate e o famoso moranguinho, um doce de morango com calda de açúcar, ao lado a galeria Pigalle onde existia o Bar de seu Aristides, que um negro gente finíssima conhecido carinhosamente com Coruja, pois, não dormia ficava vigiando a galeria. Nessa mesma galeria do Pigalle, o Paquito junto do Clébio Careca, ganharam um fusca num bingo, os dois venderam o fusca e abriram uma loja, o primeiro Fliperama em Macaé, vários jogos eletrônicos para o nosso delírio na galeria do Pigalle. Papai aproveitava para bater um papo e comer o melhor peixe de Macaé no restaurante do SR: Aroldo.
Quando a Imbetiba era Imbetiba, acordávamos cedo e íamos andar de Marisqui, passávamos pela Praia dos Barcos, dos Cavalos, das Pedras, Farol, Praia Campista até a Praia do Pecado, voltamos exaustos mais felizes, era Marisqui e jacaré até cansar.
Depois vieram as pranchas de Surf, pegávamos onda no Pontal e depois no Pecado. No carnaval o famoso baile do Iate Clube, onde curtíamos até o sol raiar. As famosas festas de Glicério, uma vez a rapaziada do Caixote furtaram o ônibus escolar do Sr.: Getúlio, e o Beô foi dirigindo, uma vez seu pai chegou a casa dele sem avisar, chamando Alberto André, ninguém imaginava o verdadeiro nome do Beô, todos caíram em cima dele sacaneando. Quando chegamos a Glicério fomos todos presos pelo DR: Ernani Lebreiro Relvas o delegado da época, todo mundo que ia preso ele raspava a cabeça, era ver um careca na rua e todos sabiam que tinha sido preso, que comédia.
Uma vez Roberto Gonzáles Garcia o Robertoso, apareceu com um enorme Pára-Quedas, juntaram umas 60 pessoas lá dentro, quando as festas de Glicério valiam à pena. Depois a festa do Sana,quando era o Sana,hoje em dia na é a mesma coisa. Na festa de Carapebus a rapaziada do Caixote foi de Trem é mole, naquela época ainda existia trem que ligava Macaé a Carapebus. As festas de Conceição de Macabú,uma vez invadimos o colégio para dormirmos,eu fiquei ao lado da Mônica e Lúcio Duval o Chim,do outro lado,eu comecei acariciando a mão do Chim,ele pensando que era a Mônica partiu para cima,deu uma confusão danada,no final uma enorme gargalhada.
Eu gostava mesmo era de desfilar pelo Colégio Caetano Dias, comprava meu tênis preto na Sapataria Imparcial que hoje em dia existe o Mundo Verde, o Valentim filho dos donos da sapataria sabia qual tênis a rapaziada gostava. Eu gostava mesmo era de desfilar pelo Caetano Dias,no dia 7 de setembro e no aniversário de Macaé,sob o comando do meu grande amigo Jamil Andrade Dias,era na época a melhor banda marcial de Macaé,existia um professor de Educação Física que chamava-se Eugênio,irmão da também professora Dona Célia e do SR:Alberto que lecionava Geografia,e levava os melhores alunos para o seu sítio no Novo Cavaleiros,eu ia sempre no sítio dele,uma pessoa maravilhosa. O Diretor do Caetano nessa época era
O DR: Djalma flamenguista doente, uma vez o flamengo perdeu para o Grêmio de 5 a 0 ou 5 a 1, o Cláudio Bocão da Boa Vista perguntou para ele quanto foi o jogo e o DR: Djalma suspendeu o Cláudio por uma semana.
Nessa época a moda dos garotos era Camisa HANG TENG, calça jeans Levis ou Gledson que comprávamos na Boutique SURF do Eduardo, e o tênis do momento era o PUMA que hoje em dia está na moda de novo, tênis REDLEY de várias cores e o famoso e difícil ALL STAR cano longo, que só vinha do EUA e o Alexandre Tavares o Alexa tinha todos e de todas as cores, e o Edílson Souza Lima o Tatu também tinha, o resto da rapaziada tinha que esperar um tempão até alguém trazer dos EUA.
O desfile de carnaval era na Avenida Agenor Caldas, depois foi para a Rua Direita,quando eu acabava de puxar o samba da Aroeira,ia direto para casa do meu amigo Carlos Curvelo o Carlinho Velhinho e Josiane irmã do saudoso Maurício de Lauro Ferreira conhecido como Cueca, ou para a casa do meu amigo Elias Armando.
Quando ganhei o samba na da Aroeira em 1987 a Circe desfilou fantasiada de Cleópatra, estava linda de viver, fez o maior sucesso. Depois transferiram o carnaval para a Avenida Fábio Franco,e meu amigo Júnior Ferraz era carnavalesco da Escola de Samba Unidos dos Bairros,um garoto novo de 21 anos,mas com muita criatividade e sensibilidade,que faleceu com 23 anos,levou o povo ao delírio e convidou a Circe para desfilar na sua Escola de Samba Unidos dos Bairros, fantasiada de Índia Espacial,foi o maior escândalo,a escola fez o maior sucesso.
Na Imbetiba existiam várias chácaras que davam de uma rua para outra, uma delas era do DR: Manuel Marques Monteiro, esposo de Santinha, mãe de Geraldo e Alaíde, avôs de Geraldinho Fisioterapeuta, Patrícia e Marquinho Granola, dava da Rua do Sacramento até a Dr.: Bueno, onde hoje em dia existe um prédio, duas casas do SR: Ronald do Banco do Brasil, a casa do DR: Clóvis e a casa do DR: Rosalvo, pai do meu grande amigo Rosalvo Júnior atual Secretário de Turismo de Macaé.
Na Rua DR: Bueno existia outra chácara que dava para rua Dr.: Luiz Belegard, que era do pai do meu amigo Gualberto Veiga, ex dono da Academia Bushido, onde hoje tem uma residência, o prédio de Dona Cleide mãe do Léo Bug, a casa de Hermínio, a casa do meu grande amigo SR: Richard Melsert era uma chácara enorme com várias fruteiras, na casa de Alaíde casada com Paulinho Barreto, ainda existe dois pés de Jambos da época de Dona Santinha.
Onde hoje em dia existe a galeria ALOHA, existia o Supermercado Monteiro na Rua Direita, atrás do Supermercado Monteiro, dando para a Rua Teixeira de Gouveia, tinha a casa de Dona Eni Brochado, mãe do saudoso Marquinho Brochado, onde tinha um pé secular de abio uma fruta raríssima de se encontrar hoje em dia, ela ficava pintando seus quadros e liberava para eu depenar o pé, saía de lá com sacolas cheias. Onde também existe até hoje um pé secular de abio é no estacionamento do Banco ITAÙ,do lado do Centro Macaé de Cultura,que antes funcionou o Corpo de Bombeiros de Macaé.
Antigamente existiam três Supermercados Garça do meu amigo e saudoso SR: DUDU, o primeiro era onde funciona a loja Itapuã, que já foi o famoso Vita Sucos, o segundo era onde hoje funciona a loja DGM e terceiro era onde hoje funciona Igreja Batista, ao lado do posto de saúde Jorge Caldas em frente a Praça Washington Luis. O primeiro assalto a um Supermercado em Macaé foi ao Supermercado Garça, onde funcionou o Vita Sucos, o Filho do SR: Wilson o Tetéia tinha uns doze anos nessa época, e entrou pela janela, pegou todo o dinheiro do fim de semana, e colocou numa lata de biscoitos, encheu a lata toda de dinheiro, deixando apenas uma camada de biscoitos por cima, algum curioso chamou a Polícia, veio no camburão Benício um negro grande e gordo que era o motorista e o SR: Fré que andava na sua lambreta fazendo ronda pela cidade.
Quando chegaram dentro do Supermercado deram de cara com uma criança, chamaram o SR: DUDU o dono, chegando lá o garoto disse que estava com fome e só pegou os biscoitos e nada mais, o SR: Dudu e os policiais acreditaram na estória, e liberam o garoto com a imensa caixa de lata de biscoitos. No outro dia quando foi conferir o caixa não tinha um centavo,só existia uma camada de uns dois dedos de biscoitos por cima o reto era dinheiro,muito dinheiro todo amassado para não dar volume.
Hoje em dia esse garoto encontra-se preso em Bangu 1, e foi um dos fundadores do Comando Vermelho, conhecido por seus assaltos com mais de trinta homens, assaltou na década de 80 o Hotel OTHON no Rio de Janeiro, lá ele é conhecido por Dimenor, e em Macaé com Tetéia onde seu pai o SR: Wilson vendia lingüiça, carne seca para vários comerciantes, um homem íntegro e honesto, que depois se mudou de Macaé.
Existia a Loja do Povo, ao lado da AMPLA do SR: Rui Shwenk onde se vendia de móveis, bicicletas e eletrodomésticos, lá comprei minha primeira bicicleta uma monark vermelha dobrável, uma monareta. Seu filho Eli Shwenk tornou-se um dos maiores ladrões de automóveis do Brasil, conhecido por ferrugem,tinha duas irmãs gêmeas lindas,seu por vergonha,mudou-se de Macaé.
Essa e outras estórias da nossa velha Macaé, que pouquíssimas pessoas sabem como sempre fui muito comunicativo e faço amizade rápido, era o único a chamar o querido amigo Luciano Brochado em casa, o SR: Dalton Brochado seu pai, abria o portão para mim e dizia... ele está dormindo lá no quarto dos fundos,aproveite e acorda ele que está muito tarde,está na hora do café da tarde,acorde-o,e venha beber um café comigo,eu fazia cócegas no pé do Luciano e ele acordava irado,eu ria pra caramba,e bebia meu café com o SR: Dalton.
Dona Maria Alice mãe do saudoso Samuel do Chaplins, liberava para eu acordá-lo, o mesmo acontecia com Sinezinho irmão de Jujú, o pai dele SR: Sinézio liberava para eu acordar Sinezinho também. Antigamente a rapaziada junto com as meninas fazíamos pique-nique escondido no sítio do SR: Pinheiro,levávamos um rádio gravador enorme com várias pilhas e fitas BASF,e passávamos a tarde toda por lá,uma vez ele me deu um flagrante entrando no seu sítio,puxou a espingarda e apontou na minha direção,dizendo....se der um passo eu atiro,aí eu disse ...o senhor vai atirar num filho do seu amigo? Falei para ele quem era meu pai, me chamou para comer uma broa de milho deliciosa com meus amigos, e liberou a entrada para eu chegar quando quiser.
Depois me chamou no canto dizendo que iria lotear o sítio, fazendo vários lotes para venda, hoje é o bairro Pinheiros o antigo sítio da minha adolescência.
Íamos muito às águas maravilhosas, onde hoje se encontra o bairro Nova Holanda, atravessávamos uma ponte que se chamava Ilha da Fumaça, para mergulhar nas águas maravilhosas mesmo, límpidas e transparentes, saíamos da Imbetiba Antônio Luiz Lindenberg Nogueira o Tuzica com Maneco Cara de Peixe, Joãozinho e outros que não me lembro agora, a pé na canela mesmo.
Na restinga da Praia do Pecado existiam três famílias que por lá residiam, a família do SR: José, a família de Dona Francisca que tinha uns doze filhos, e a família do Valdecir meu grande amigo, um negro educadíssimo, gente finíssima da melhor qualidade, que residia com seus pais e seus irmãos, eu era amigo mesmo do pai dele que vinha galopando o seu cavalo branco lindo, pelas matas da restinga da Praia do Pecado. Lá existiam três poços de água da melhor qualidade,a rapaziada levava a água para casa,pois,o cabelo ficava sedoso. Eu numerei 157 tocas na restinga, conhecia todas as tocas de cor, quando Beô chegava para tomar banho no poço,a rapaziada dizia que iria acabar a água Bêo ficava irado, mas depois relaxava grande amigo Bêo quando chegávamos a casa dele era uma fartura imensa, bolos, tortas, geléias, sucos, pães de diversos estilos, biscoitos e sorvete não faltava.
Quando chegava a noite íamos para a restinga, que era uma mata gigante, entrávamos de carro nas tocas gigantes, e ficávamos brincando de pique esconde até de madrugada, Bêo, Tatu, Banana, Índio eu e mais uma galera que não me lembro no momento.
Tempo bom que jamais voltará uma pena que essa geração não curtiu tudo isso, e pior, jamais curtirão, não conheceram figuras folclóricas de Macaé, como Orlando Tardelli, Levi Duarte, o Levi Cachaça, e quando tinha as corridas de bicicletas na Avenida Agenor Caldas, vinha o SR: Florzinha em disparada, um figuraça, Ubiracy Diabo com sua lambreta envenenada, a galera do Caixote que ficava também nas muralhas do Cine Clube caranguando, Samuel Bruce Lee com sua moto Trail, Bêo, Tunito, Titinho, Mariski, Banana, Índio, Lú, Zezinho Reni-Reni, Anselmo Colombina, Tatu, Omar Xerife, Borito, Pedro Cocada, Berebel, Paulinho Cogumelo, e outros mais, pois, a maioria já desencarnou pouquíssimos estão vivos para poderem relembrar essas estórias.
Na época das pipas quem reinava mesmo era Zalau e eu, pois, fazíamos só pipas lindas e cidade inteira parava para ver os cruzos, eu gostava de saltar minhas pipas no morro do Siqueira à pipa pegava muita altura e dava para cruzar com a cidade toda. Uma vez fiz um piaozão,quando a pipa é grande e rabiola é enorme,em escama de peixe,vermelha e branca,com uma rabiola enorme da mesma cor da pipa,fui para o morro Siqueira, quando olhei para o Estádio de Futebol nos Cajueiros avistei um piaozão estilo o meu,só tinha as cores diferentes,eram azul e branco,em escama de peixe,mas no mesmo estilo rabiola enorme também. Ele estava cortando todas as pipas até o Bairro Visconde de Araújo e eu cortando tudo até o Bairro do Miramar, e no final o cruzo da década Zalau e eu, a cidade parou, a garotada corria como um formigueiro, carros parando, bicicletas, motos, a cidade parou e no final eu cortei o piaozão do Zalau, e tinha um trato,quando um piaozão cortava o outro,depois o vencedor tinha que estancar o seu piaozão, estancar na gíria dos pipeiros é arrebentar a linha e deixar seu piaozão ao vento, em respeito para com o outro adversário, e ficava vendo aquele formigueiro de pessoas tentando apanhar o piaozão, era mais que um troféu, era a glória.
Como dizia o grande Ralph Waldo Emerson.
“A única maneira de ter um amigo é sendo um”
Alessandro Barreto.
Acadêmico de Direito da Universidade Cândido Mendes.
Essa creio que será a penúltima crônica, afinal só daqui há 10 anos farei outra. Meu querido e saudoso pai me levava para assistir as matinês no Cine Taboada, às comédias com Mazzaropi e outros filmes, uma vez o Mazzaropi estava azarando uma mulher lavando roupas, de repente uma cobra se aproximava e eu gritei bem alto, cuidado moço com a cobra, foi uma enorme e longa gargalhada de todos os presentes, fiquei vermelho de tanta vergonha, mas criança é assim mesmo. Na Rua Direita papai sempre passava no Xodó e Café Belas Artes de Sr.: Francesco o seu Paco e Dona Tereza pais de Roberto Gonzáles Garcia, Rossio, Marabel, Paquito, Titino, Félix e Santiago. Eu aproveitava para brincar com a rapaziada, na volta passávamos na Casa Michel, Na Casa Chaloub do meu amigo Juarez Chaloub, era de lei papai passar na Fábrica Lince do SR Lacerda Agostinho, para beber uma dose de cachaça Aurora misturado com licor de pesseguete, depois íamos até a loja do Sr. Lívio Campos, esposo da minha querida Dona Jacyra, mãe do Rômulo, Rosane, João Carlos o Janjão, Livinho e Cacau, jogando WAR até de manhã, Dona Jacyra trazia bolos, tortas, e até almoço para a rapaziada. Uma empresa de brinquedos lançou um bonequinho que chamava-se Janjão Corneteiro,ele ficava revoltado com esse apelido,ele namorava a Gisele uma morena linda de cabelos negros enrolados,ele tinha muito ciúme dela.
Ao lado da loja do Sr.: Lívio Campos, existia uma loja que vendia cigarros de chocolate e o famoso moranguinho, um doce de morango com calda de açúcar, ao lado a galeria Pigalle onde existia o Bar de seu Aristides, que um negro gente finíssima conhecido carinhosamente com Coruja, pois, não dormia ficava vigiando a galeria. Nessa mesma galeria do Pigalle, o Paquito junto do Clébio Careca, ganharam um fusca num bingo, os dois venderam o fusca e abriram uma loja, o primeiro Fliperama em Macaé, vários jogos eletrônicos para o nosso delírio na galeria do Pigalle. Papai aproveitava para bater um papo e comer o melhor peixe de Macaé no restaurante do SR: Aroldo.
Quando a Imbetiba era Imbetiba, acordávamos cedo e íamos andar de Marisqui, passávamos pela Praia dos Barcos, dos Cavalos, das Pedras, Farol, Praia Campista até a Praia do Pecado, voltamos exaustos mais felizes, era Marisqui e jacaré até cansar.
Depois vieram as pranchas de Surf, pegávamos onda no Pontal e depois no Pecado. No carnaval o famoso baile do Iate Clube, onde curtíamos até o sol raiar. As famosas festas de Glicério, uma vez a rapaziada do Caixote furtaram o ônibus escolar do Sr.: Getúlio, e o Beô foi dirigindo, uma vez seu pai chegou a casa dele sem avisar, chamando Alberto André, ninguém imaginava o verdadeiro nome do Beô, todos caíram em cima dele sacaneando. Quando chegamos a Glicério fomos todos presos pelo DR: Ernani Lebreiro Relvas o delegado da época, todo mundo que ia preso ele raspava a cabeça, era ver um careca na rua e todos sabiam que tinha sido preso, que comédia.
Uma vez Roberto Gonzáles Garcia o Robertoso, apareceu com um enorme Pára-Quedas, juntaram umas 60 pessoas lá dentro, quando as festas de Glicério valiam à pena. Depois a festa do Sana,quando era o Sana,hoje em dia na é a mesma coisa. Na festa de Carapebus a rapaziada do Caixote foi de Trem é mole, naquela época ainda existia trem que ligava Macaé a Carapebus. As festas de Conceição de Macabú,uma vez invadimos o colégio para dormirmos,eu fiquei ao lado da Mônica e Lúcio Duval o Chim,do outro lado,eu comecei acariciando a mão do Chim,ele pensando que era a Mônica partiu para cima,deu uma confusão danada,no final uma enorme gargalhada.
Eu gostava mesmo era de desfilar pelo Colégio Caetano Dias, comprava meu tênis preto na Sapataria Imparcial que hoje em dia existe o Mundo Verde, o Valentim filho dos donos da sapataria sabia qual tênis a rapaziada gostava. Eu gostava mesmo era de desfilar pelo Caetano Dias,no dia 7 de setembro e no aniversário de Macaé,sob o comando do meu grande amigo Jamil Andrade Dias,era na época a melhor banda marcial de Macaé,existia um professor de Educação Física que chamava-se Eugênio,irmão da também professora Dona Célia e do SR:Alberto que lecionava Geografia,e levava os melhores alunos para o seu sítio no Novo Cavaleiros,eu ia sempre no sítio dele,uma pessoa maravilhosa. O Diretor do Caetano nessa época era
O DR: Djalma flamenguista doente, uma vez o flamengo perdeu para o Grêmio de 5 a 0 ou 5 a 1, o Cláudio Bocão da Boa Vista perguntou para ele quanto foi o jogo e o DR: Djalma suspendeu o Cláudio por uma semana.
Nessa época a moda dos garotos era Camisa HANG TENG, calça jeans Levis ou Gledson que comprávamos na Boutique SURF do Eduardo, e o tênis do momento era o PUMA que hoje em dia está na moda de novo, tênis REDLEY de várias cores e o famoso e difícil ALL STAR cano longo, que só vinha do EUA e o Alexandre Tavares o Alexa tinha todos e de todas as cores, e o Edílson Souza Lima o Tatu também tinha, o resto da rapaziada tinha que esperar um tempão até alguém trazer dos EUA.
O desfile de carnaval era na Avenida Agenor Caldas, depois foi para a Rua Direita,quando eu acabava de puxar o samba da Aroeira,ia direto para casa do meu amigo Carlos Curvelo o Carlinho Velhinho e Josiane irmã do saudoso Maurício de Lauro Ferreira conhecido como Cueca, ou para a casa do meu amigo Elias Armando.
Quando ganhei o samba na da Aroeira em 1987 a Circe desfilou fantasiada de Cleópatra, estava linda de viver, fez o maior sucesso. Depois transferiram o carnaval para a Avenida Fábio Franco,e meu amigo Júnior Ferraz era carnavalesco da Escola de Samba Unidos dos Bairros,um garoto novo de 21 anos,mas com muita criatividade e sensibilidade,que faleceu com 23 anos,levou o povo ao delírio e convidou a Circe para desfilar na sua Escola de Samba Unidos dos Bairros, fantasiada de Índia Espacial,foi o maior escândalo,a escola fez o maior sucesso.
Na Imbetiba existiam várias chácaras que davam de uma rua para outra, uma delas era do DR: Manuel Marques Monteiro, esposo de Santinha, mãe de Geraldo e Alaíde, avôs de Geraldinho Fisioterapeuta, Patrícia e Marquinho Granola, dava da Rua do Sacramento até a Dr.: Bueno, onde hoje em dia existe um prédio, duas casas do SR: Ronald do Banco do Brasil, a casa do DR: Clóvis e a casa do DR: Rosalvo, pai do meu grande amigo Rosalvo Júnior atual Secretário de Turismo de Macaé.
Na Rua DR: Bueno existia outra chácara que dava para rua Dr.: Luiz Belegard, que era do pai do meu amigo Gualberto Veiga, ex dono da Academia Bushido, onde hoje tem uma residência, o prédio de Dona Cleide mãe do Léo Bug, a casa de Hermínio, a casa do meu grande amigo SR: Richard Melsert era uma chácara enorme com várias fruteiras, na casa de Alaíde casada com Paulinho Barreto, ainda existe dois pés de Jambos da época de Dona Santinha.
Onde hoje em dia existe a galeria ALOHA, existia o Supermercado Monteiro na Rua Direita, atrás do Supermercado Monteiro, dando para a Rua Teixeira de Gouveia, tinha a casa de Dona Eni Brochado, mãe do saudoso Marquinho Brochado, onde tinha um pé secular de abio uma fruta raríssima de se encontrar hoje em dia, ela ficava pintando seus quadros e liberava para eu depenar o pé, saía de lá com sacolas cheias. Onde também existe até hoje um pé secular de abio é no estacionamento do Banco ITAÙ,do lado do Centro Macaé de Cultura,que antes funcionou o Corpo de Bombeiros de Macaé.
Antigamente existiam três Supermercados Garça do meu amigo e saudoso SR: DUDU, o primeiro era onde funciona a loja Itapuã, que já foi o famoso Vita Sucos, o segundo era onde hoje funciona a loja DGM e terceiro era onde hoje funciona Igreja Batista, ao lado do posto de saúde Jorge Caldas em frente a Praça Washington Luis. O primeiro assalto a um Supermercado em Macaé foi ao Supermercado Garça, onde funcionou o Vita Sucos, o Filho do SR: Wilson o Tetéia tinha uns doze anos nessa época, e entrou pela janela, pegou todo o dinheiro do fim de semana, e colocou numa lata de biscoitos, encheu a lata toda de dinheiro, deixando apenas uma camada de biscoitos por cima, algum curioso chamou a Polícia, veio no camburão Benício um negro grande e gordo que era o motorista e o SR: Fré que andava na sua lambreta fazendo ronda pela cidade.
Quando chegaram dentro do Supermercado deram de cara com uma criança, chamaram o SR: DUDU o dono, chegando lá o garoto disse que estava com fome e só pegou os biscoitos e nada mais, o SR: Dudu e os policiais acreditaram na estória, e liberam o garoto com a imensa caixa de lata de biscoitos. No outro dia quando foi conferir o caixa não tinha um centavo,só existia uma camada de uns dois dedos de biscoitos por cima o reto era dinheiro,muito dinheiro todo amassado para não dar volume.
Hoje em dia esse garoto encontra-se preso em Bangu 1, e foi um dos fundadores do Comando Vermelho, conhecido por seus assaltos com mais de trinta homens, assaltou na década de 80 o Hotel OTHON no Rio de Janeiro, lá ele é conhecido por Dimenor, e em Macaé com Tetéia onde seu pai o SR: Wilson vendia lingüiça, carne seca para vários comerciantes, um homem íntegro e honesto, que depois se mudou de Macaé.
Existia a Loja do Povo, ao lado da AMPLA do SR: Rui Shwenk onde se vendia de móveis, bicicletas e eletrodomésticos, lá comprei minha primeira bicicleta uma monark vermelha dobrável, uma monareta. Seu filho Eli Shwenk tornou-se um dos maiores ladrões de automóveis do Brasil, conhecido por ferrugem,tinha duas irmãs gêmeas lindas,seu por vergonha,mudou-se de Macaé.
Essa e outras estórias da nossa velha Macaé, que pouquíssimas pessoas sabem como sempre fui muito comunicativo e faço amizade rápido, era o único a chamar o querido amigo Luciano Brochado em casa, o SR: Dalton Brochado seu pai, abria o portão para mim e dizia... ele está dormindo lá no quarto dos fundos,aproveite e acorda ele que está muito tarde,está na hora do café da tarde,acorde-o,e venha beber um café comigo,eu fazia cócegas no pé do Luciano e ele acordava irado,eu ria pra caramba,e bebia meu café com o SR: Dalton.
Dona Maria Alice mãe do saudoso Samuel do Chaplins, liberava para eu acordá-lo, o mesmo acontecia com Sinezinho irmão de Jujú, o pai dele SR: Sinézio liberava para eu acordar Sinezinho também. Antigamente a rapaziada junto com as meninas fazíamos pique-nique escondido no sítio do SR: Pinheiro,levávamos um rádio gravador enorme com várias pilhas e fitas BASF,e passávamos a tarde toda por lá,uma vez ele me deu um flagrante entrando no seu sítio,puxou a espingarda e apontou na minha direção,dizendo....se der um passo eu atiro,aí eu disse ...o senhor vai atirar num filho do seu amigo? Falei para ele quem era meu pai, me chamou para comer uma broa de milho deliciosa com meus amigos, e liberou a entrada para eu chegar quando quiser.
Depois me chamou no canto dizendo que iria lotear o sítio, fazendo vários lotes para venda, hoje é o bairro Pinheiros o antigo sítio da minha adolescência.
Íamos muito às águas maravilhosas, onde hoje se encontra o bairro Nova Holanda, atravessávamos uma ponte que se chamava Ilha da Fumaça, para mergulhar nas águas maravilhosas mesmo, límpidas e transparentes, saíamos da Imbetiba Antônio Luiz Lindenberg Nogueira o Tuzica com Maneco Cara de Peixe, Joãozinho e outros que não me lembro agora, a pé na canela mesmo.
Na restinga da Praia do Pecado existiam três famílias que por lá residiam, a família do SR: José, a família de Dona Francisca que tinha uns doze filhos, e a família do Valdecir meu grande amigo, um negro educadíssimo, gente finíssima da melhor qualidade, que residia com seus pais e seus irmãos, eu era amigo mesmo do pai dele que vinha galopando o seu cavalo branco lindo, pelas matas da restinga da Praia do Pecado. Lá existiam três poços de água da melhor qualidade,a rapaziada levava a água para casa,pois,o cabelo ficava sedoso. Eu numerei 157 tocas na restinga, conhecia todas as tocas de cor, quando Beô chegava para tomar banho no poço,a rapaziada dizia que iria acabar a água Bêo ficava irado, mas depois relaxava grande amigo Bêo quando chegávamos a casa dele era uma fartura imensa, bolos, tortas, geléias, sucos, pães de diversos estilos, biscoitos e sorvete não faltava.
Quando chegava a noite íamos para a restinga, que era uma mata gigante, entrávamos de carro nas tocas gigantes, e ficávamos brincando de pique esconde até de madrugada, Bêo, Tatu, Banana, Índio eu e mais uma galera que não me lembro no momento.
Tempo bom que jamais voltará uma pena que essa geração não curtiu tudo isso, e pior, jamais curtirão, não conheceram figuras folclóricas de Macaé, como Orlando Tardelli, Levi Duarte, o Levi Cachaça, e quando tinha as corridas de bicicletas na Avenida Agenor Caldas, vinha o SR: Florzinha em disparada, um figuraça, Ubiracy Diabo com sua lambreta envenenada, a galera do Caixote que ficava também nas muralhas do Cine Clube caranguando, Samuel Bruce Lee com sua moto Trail, Bêo, Tunito, Titinho, Mariski, Banana, Índio, Lú, Zezinho Reni-Reni, Anselmo Colombina, Tatu, Omar Xerife, Borito, Pedro Cocada, Berebel, Paulinho Cogumelo, e outros mais, pois, a maioria já desencarnou pouquíssimos estão vivos para poderem relembrar essas estórias.
Na época das pipas quem reinava mesmo era Zalau e eu, pois, fazíamos só pipas lindas e cidade inteira parava para ver os cruzos, eu gostava de saltar minhas pipas no morro do Siqueira à pipa pegava muita altura e dava para cruzar com a cidade toda. Uma vez fiz um piaozão,quando a pipa é grande e rabiola é enorme,em escama de peixe,vermelha e branca,com uma rabiola enorme da mesma cor da pipa,fui para o morro Siqueira, quando olhei para o Estádio de Futebol nos Cajueiros avistei um piaozão estilo o meu,só tinha as cores diferentes,eram azul e branco,em escama de peixe,mas no mesmo estilo rabiola enorme também. Ele estava cortando todas as pipas até o Bairro Visconde de Araújo e eu cortando tudo até o Bairro do Miramar, e no final o cruzo da década Zalau e eu, a cidade parou, a garotada corria como um formigueiro, carros parando, bicicletas, motos, a cidade parou e no final eu cortei o piaozão do Zalau, e tinha um trato,quando um piaozão cortava o outro,depois o vencedor tinha que estancar o seu piaozão, estancar na gíria dos pipeiros é arrebentar a linha e deixar seu piaozão ao vento, em respeito para com o outro adversário, e ficava vendo aquele formigueiro de pessoas tentando apanhar o piaozão, era mais que um troféu, era a glória.
Como dizia o grande Ralph Waldo Emerson.
“A única maneira de ter um amigo é sendo um”
Alessandro Barreto.
Acadêmico de Direito da Universidade Cândido Mendes.

4 Comentários:
DESSA VEZ VOCE SE SUPEROU BROTHER...PARABENS
Por
carlos alberto, às 19 de junho de 2011 às 12:56
Este comentário foi removido pelo autor.
Por
PALESTINA LIVRE!!!, às 4 de março de 2012 às 14:38
Conheci e convivi muito com Marquinho Brochado, quando nos anos 70, ele tinha um trailer de lanches em Rio das Ostras.
Estudei com o Juarito Chaloub, no São Vicente, aqui no Rio e sempre me lembrei dele...Hoje, por acaso, li que ele morreu cedo e que foi vereador em Macaé.Se alguém tiver fotos dele, gostaria de ver.
Por
PALESTINA LIVRE!!!, às 4 de março de 2012 às 14:39
Ola voce mencionou meu antigo professor de Carate Gualberto...sabe como posso encontra-lo? faz tempo que nao o vejo
Meu email e Andrils@hotmail.com
Por
Anônimo, às 22 de janeiro de 2013 às 09:25
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