Acabou o milho acabou a pipoca 2
Acabou o milho acabou a pipoca 2.
Diante da grande repercussão da crônica Acabou o milho acabou a pipoca 1 relembrando estórias da nossa querida Macaé,vamos relembrar fatos da nossa infância,vamos falar do campinho de futebol da minha rua na Dr: Bueno,em frente a casa do Sr: Juarez Moreira o Zebê,pai deElton e André Luiz,existia um campinho de futebol,onde a rapaziada da rua jogava suas peladas e saía na rua do sacramento,hoje em dia existe um prédio. Na praça do LIONS,a famosa pracinha do L,na esquina existia um campinho de futebol,onde Garça,Luizinho bactéria,Minhoca,e Serginho Oliveira,o Sergio Cabelereiro vinha do Rio nas férias para jogar futebol com a garotada,hoje em dia existe um prédio de dois andares.Antigamente nossas mães mandavam a garotada comprar verduras frescas e cuidadas com muito carinho e sem agrotóxicos por um Sr: que ficava furioso se o chamassem de Camarão no Asilo da Velhice e levávamos para casa,era um verdadeiro hortifruti natural. Ao lado do Asilo existia um campo de futebol entre as esquinas da casa de Carlos Henrique Moreira o meu amigo Jarrão e o meu amigo Hércules Zarur, o Jarrão era o dono da bola, e uma vez não quis liberar a bola e correu para dentro de casa, o Serginho foi atrás, pulou o muro e invadiu a casa e o Jarrão para a surpresa geral pegou uma espingarda de chumbinho e começou a atirar no Serginho ainda bem que não acertou nenhum tiro nele. Dona Marli mãe de Jarrão penteava o cabelo dele até a subida do ônibus do SR: Getúlio o cabelo era estilo boi lambeu , ele ficava revoltado e ficava até a porta do ônibus penteando o cabelo dele,quando ele entrava, despenteava o cabelo todo,sua mãe ficava irada,uma vez o ônibus caiu dentro da vala.
A Imbetiba que a rapaziada chamava de Imbi, vivia cheia, o paredão não dava para pôr um copo de tanta gente, tudo girava na Imbi, praia de manhã e noite aquela zoeira. Quando DR: Renato estava construindo sua magnífica residência no morro do forte, a garotada sua empurrando suas bicicletas, e chegando lá em cima tirávamos os freios, para descer embalados, e quem conseguisse dobrar a casa de Carlos Alberto Peixoto, o nosso querido amigo KAKÀ Quilha, era muito respeitado, mas a maioria até pegar a manha, batia de frente no muro do quartel, quebrando braço e outros ossos, era pura diversão.
Na época dos Skates, o melhor era o Torlay e Kaká vinha de bicho da esquina do Bar Redondo dobrando na esquina do Hotel Panorama, a calçada era curtíssima, cerca de 40 centímetros para fazer a manobra, e o Kaká fazia mais tarde o Marcelo Terra arrendou um pedaço do Redondo e colocou uma pista de Skate com um Half Pipe. A noite a Imbi fervia de tanta gente, todos conhecidos, todos os amigos, na calçada do Bar Redondo ficava a rapaziada do bem, na outra esquina a rapaziada do mal, ficava sentada em frente à casa de Dona Maria Helena Carneiro da Silva, onde recentemente houve um assassinato da sua empregada, que chocou a nossa cidade, era conhecida como a esquina do Pecado. Quando chegava ás 22h era chegada a hora dos cavalos de pau,onde o saudoso Maurício Benjamim o Beija Mola para os íntimos,vinha em alta velocidade no fusca vermelho e dava um 360 graus,junto com Laércio no seu fusca laranja,Renato Galo Cego com seu fusca verde abacate, que capotou na curva da laranja na esquina de quem vai para a Avenida Agenor Caldas e o Leonardo Almeida para os mais íntimos Leôncio com seu fusca cinza,e Luiz Carlos Barbosa para os íntimos Loló com seu fusca marrom chocolate faziam a festa para a rapaziada.Uma vez estava eu cheirando uma lança perfume,quando a Circe me pediu para molhar o seu vestido,aproveitei a oportunidade para dar uma amassso nela,quando der repente aparece seu irmão o Leonardo Queixinho fantasiado de Pantaleão,um personagem que Chico Anízio interpretava na TV, o Léo me deu o maior flagrante,fiquei apavorado,pois estava com mal intenção com sua linda irmã,para minha surpresa ele me pediu um pouco de lança perfume e disse fique despreocupado meu irmão para meu alívio,que mais tarde foi minha namorada por muitos anos,para a inveja de muitas pessoas.
No carnaval existia o Bloco do Vizinho na Rua do Sacramento, a concentração era em frente à casa de Dona Ceni, mãe de Juca, Braulinho, Ana Lúcia, do lado da casa de Dona Carmem Garrido, mãe da nossa amiga Regina Garrido, em frente residia Dona Margarida esposa do DR: Luiz Gama pai de Eduardo, Fernando, Henrique e Augusto, ao lado residiam Dona Carmem e o Sr.Sílvio Lopes Teixeira ex prefeito de Macaé, pai de Aldo, Silvinho, Glauco e Robson. Na rua da igualdade saía o Bloco do Gargalo que Sidney,conhecido como Cidão organizava o bloco.
Uma vez o Dr. Luiz Gama pegou seu Dodge Dart verde quatro portas, colocou toda família dentro e saiu em disparada, chegando ao trevo avisou a sua esposa que seu pai tinha falecido, Dona Margarida começou a chorar, ele retornou para Macaé, e todos perplexos com aquela atitude ele disse... Só estou te preparando psicologicamente para quando ele falecer você agüentar a barra, ele era uma figura.
O bloco era dos vizinhos mesmo e o Cidão que arrumava tudo, desde a bateria até as roupas que iríamos desfilar. Não saía uma briga sequer,éramos uma grande família.
Quando Dr. Antônio Luiz E Dona Eni viajaram para a Europa, a residência localizada em frente a Praça Veríssimo de Melo, hoje em dia existe uma loja de móveis, o seu filho Antônio Luiz o Tuzica deu uma festa de arromba. Alvaci Lobo irmão de Carlos Eduardo Lobo o TING que seu pai Lenine tinha um Supermercado União, encheu a Kombi de meninas e foi aquele auê. Sonhinha Cavalinho descendo as escadarias da mansão ao som da pantera cor de rosa, fazendo streep tese rolou escada abaixo indo parar no hospital que era na esquina da mansão, uma hora depois, voltava ela sorridente e pronta para outra. O carnaval de Macaé era um dos melhores do Estado do Rio,vinha de Niterói o Bloco do Alcatraz comandados por Kojak um negro gente finíssima que era dono de um Estaleiro em Niterói,minhas primas de Nikity toas elas saíam nesse bloco,e minha casa parecia um hotel.O carnaval nessa época era na Avenida Agenor Caldas,onde a Escola de Samba Princesinha do Atlântico, com a majestosa Moema era a porta bandeira,a Escola de Samba Mocidade Independente dos Cajueiros do Sr. Fábio e Dona Dagmar mãe de Malaka,Batista,Nízio,Fatinha,Duca e Marquinho faziam uma grande festa em família e a famosa e minha querida Escola de Samba Acadêmicos da Aroeira arrebentava,foi quando avistei o meu grande amigo e carnavalesco Ely Perón desfilava imponente em cima de um carro alegórico,eu fiquei deslumbrado com a Aroeira,pelo luxo de suas fantasias,apesar de pular o muro da minha casa para ver os ensaios da Mocidade dos Cajueiros,ficava eu delirando,e sempre dizia que quando fosse adulto seria compositor e puxador de samba,meu ídolo era o Chandoca um negro Grandão e gordo que tinha voz brilhante,e depois tornei-me compositor e puxador mas de outra Escola a minha eterna Aroeira.
Depois os desfiles passaram a ser realizados na Avenida Rui Barbosa, conhecida como Rua Direita. Em 1985 estava eu no bar do meu saudoso pai,quando o Perón parou seu Chevette branco,e disse: Vc é o Barreto? Respondi sim sou eu mesmo, quero convidá-lo para participar do concurso de samba enredo da Aroeira vc aceita? Respondi na hora que sim,me entregou a sinopse e fiz um samba lindo,na época eu estava com 18 anos e morava na ZS zona sul da cidade,tirei em segundo lugar,que para mim foi uma vitória,em 1986 tirei segundo lugar novamente,já em 1987 consagrei-me campeão com um tema muito polêmico,o nome era Se vc pensa que cachaça é água,fiz uma paródia sobre o Papa que estava vendo uma suruba,aquilo rendeu pano para manga,tive que dar entrevista na radio,afirmando que o Papa não estava na suruba e sim vendo aquela orgia toda. Nesse mesmo ano a moda era o Top Less, e o irreverente e meu amigo Luciano Nunes Brochado, a Lucha, loira, linda, saiu em plena Rua Direita no carnaval da Aroeira de Bunda Less, na época foi um escândalo e ao mesmo tempo um sucesso, uma pena que perdi o meu samba para a Escola de Samba Império da Barra, justamente por minha letra ser mal compreendida pela sociedade. DR: Átila pai do meu amigo Jarrão, junto com o DR: Antônio Luiz pai do meu amigo Tuzica.com suas respectivas esposas me acompanhavam cantando meu samba, isso foi na concentração em frente ao Bar o Corujão, ainda mandei um abraço para eles que deliraram de tanta emoção.
Os bailes carnavalescos eram no Ypiranga, Tênis Clube e o melhor de todos era no Fluminense, onde existia uma casa antiga na esquina branca com janelas azuis, que se encontrava abandonada, onde depois do carnaval a rapaziada pulava o muro que era baixo para fazer saliências com as meninas.
Essa casa foi comprada e quebraram a casa toda,quando o meu amigo Xará marido da Heloísa fundou a XALOSI que hoje em dia existe o seu FLAT e algumas lojas em baixo,nessa época Xará trabalhava no BANERJ com sua gravata de crochê que era a moda da época, e meu amigo Marcos Shuenk, Luis Fernando Miranda e Márcio Rumo Errado. No Banco Real trabalhava Leonardo Machado, o Queixinho, Edílson Sousa Lima o Tatu e Marcos Sucena, o Marquinho Jacaré das gravatas de crochê que era a última moda da época.
Quando acabavam as férias, e o carnaval tínhamos que voltar para os estudos, era triste ter que acordar cedo para estudar. Quando eu estava saindo de casa,vinha o saudoso Sr.: Eraldo Mussi pai dos meus grandes amigos Marcelo Barata e Ivana Mussi com o seu Corcel zerado,do ano me oferecendo carona,eu ficava sem graça,pois,queria matar a primeira aula e o Sr.:Eraldo Mussi me deixava em frente ao Caetano Dias,eu fingia que entrava e direto para o Caixote que ficava atrás do Colégio.
Quando ia a pé, passava no Bar do Sr. Motinha perto do prédio dos 10 andares para comprar doces, nos finais de semana sempre tinha festa para irmos, sempre era no sítio do Max Barreto meu primo e amigo, lá todos se encontravam, a febre do momento eram os pilotos de helicópteros que as meninas logo se assanhavam para cima deles, e o Paulinho Godinho quando via um desses helicópteros sempre dizia... ainda vou pilotar um desses,e hoje me dia é um grande piloto. Nessa época existiam vários pilotos entre eles vários amigos como o Orlando Bareta, Marcos Baeta, Jairo, Rubens, Montoro e Paulão. As festas eram de arromba e só acabava quando aparecia o sol.
Teve uma festa na casa do Celminho da loja o Balaio, onde as melhores e mais lindas mulheres estavam presentes, foi um ano novo daqueles marcantes, a Maristela Enne, irmã do Guilherme, Soraya e Alexandre estava divina, parecia Ava Gardner, aliás, hoje em dia está linda de deixar cego até o Super Man. Recentemente a encontrei no posto de gasolina mais ou menos um mês atrás, e não acreditei que aquela pintura estava sorrindo para mim,de cabelo curto negro e sorrindo,estava eu enchendo o pneu da minha bicicleta antiga uma HERMES de 1946, demorei em reconhecê-la, está mais linda que nunca. Falando no Perón seus marcantes desfiles da sua loja Página Dupla que funcionava no Shopping 300,entre elas Soraya Tanus Vânia Bandeira,Lolóia e cia ltda.Os homens, Leonardo Machado, Frederico Guedes, Adriano Marques, Márcio Gonçalves e Alexandre Marinho levou um tombo no desfile na Rua da Igualdade no desfile da antiga Malharia Monviso.Creio que escrevi demais e se esqueci de outra estória, se por acaso lembrar farei um novo Acabou o milho acabou a pipoca 3.
Como diz um velho ditado mulçumano.
“ O tempo é como um rio. Você nunca poderá tocar a mesma água duas vezes,porque a água que passou nunca passará novamente”
Alessandro Barreto.
Acadêmico de Direito da Universidade Cândido Mendes.
Diante da grande repercussão da crônica Acabou o milho acabou a pipoca 1 relembrando estórias da nossa querida Macaé,vamos relembrar fatos da nossa infância,vamos falar do campinho de futebol da minha rua na Dr: Bueno,em frente a casa do Sr: Juarez Moreira o Zebê,pai deElton e André Luiz,existia um campinho de futebol,onde a rapaziada da rua jogava suas peladas e saía na rua do sacramento,hoje em dia existe um prédio. Na praça do LIONS,a famosa pracinha do L,na esquina existia um campinho de futebol,onde Garça,Luizinho bactéria,Minhoca,e Serginho Oliveira,o Sergio Cabelereiro vinha do Rio nas férias para jogar futebol com a garotada,hoje em dia existe um prédio de dois andares.Antigamente nossas mães mandavam a garotada comprar verduras frescas e cuidadas com muito carinho e sem agrotóxicos por um Sr: que ficava furioso se o chamassem de Camarão no Asilo da Velhice e levávamos para casa,era um verdadeiro hortifruti natural. Ao lado do Asilo existia um campo de futebol entre as esquinas da casa de Carlos Henrique Moreira o meu amigo Jarrão e o meu amigo Hércules Zarur, o Jarrão era o dono da bola, e uma vez não quis liberar a bola e correu para dentro de casa, o Serginho foi atrás, pulou o muro e invadiu a casa e o Jarrão para a surpresa geral pegou uma espingarda de chumbinho e começou a atirar no Serginho ainda bem que não acertou nenhum tiro nele. Dona Marli mãe de Jarrão penteava o cabelo dele até a subida do ônibus do SR: Getúlio o cabelo era estilo boi lambeu , ele ficava revoltado e ficava até a porta do ônibus penteando o cabelo dele,quando ele entrava, despenteava o cabelo todo,sua mãe ficava irada,uma vez o ônibus caiu dentro da vala.
A Imbetiba que a rapaziada chamava de Imbi, vivia cheia, o paredão não dava para pôr um copo de tanta gente, tudo girava na Imbi, praia de manhã e noite aquela zoeira. Quando DR: Renato estava construindo sua magnífica residência no morro do forte, a garotada sua empurrando suas bicicletas, e chegando lá em cima tirávamos os freios, para descer embalados, e quem conseguisse dobrar a casa de Carlos Alberto Peixoto, o nosso querido amigo KAKÀ Quilha, era muito respeitado, mas a maioria até pegar a manha, batia de frente no muro do quartel, quebrando braço e outros ossos, era pura diversão.
Na época dos Skates, o melhor era o Torlay e Kaká vinha de bicho da esquina do Bar Redondo dobrando na esquina do Hotel Panorama, a calçada era curtíssima, cerca de 40 centímetros para fazer a manobra, e o Kaká fazia mais tarde o Marcelo Terra arrendou um pedaço do Redondo e colocou uma pista de Skate com um Half Pipe. A noite a Imbi fervia de tanta gente, todos conhecidos, todos os amigos, na calçada do Bar Redondo ficava a rapaziada do bem, na outra esquina a rapaziada do mal, ficava sentada em frente à casa de Dona Maria Helena Carneiro da Silva, onde recentemente houve um assassinato da sua empregada, que chocou a nossa cidade, era conhecida como a esquina do Pecado. Quando chegava ás 22h era chegada a hora dos cavalos de pau,onde o saudoso Maurício Benjamim o Beija Mola para os íntimos,vinha em alta velocidade no fusca vermelho e dava um 360 graus,junto com Laércio no seu fusca laranja,Renato Galo Cego com seu fusca verde abacate, que capotou na curva da laranja na esquina de quem vai para a Avenida Agenor Caldas e o Leonardo Almeida para os mais íntimos Leôncio com seu fusca cinza,e Luiz Carlos Barbosa para os íntimos Loló com seu fusca marrom chocolate faziam a festa para a rapaziada.Uma vez estava eu cheirando uma lança perfume,quando a Circe me pediu para molhar o seu vestido,aproveitei a oportunidade para dar uma amassso nela,quando der repente aparece seu irmão o Leonardo Queixinho fantasiado de Pantaleão,um personagem que Chico Anízio interpretava na TV, o Léo me deu o maior flagrante,fiquei apavorado,pois estava com mal intenção com sua linda irmã,para minha surpresa ele me pediu um pouco de lança perfume e disse fique despreocupado meu irmão para meu alívio,que mais tarde foi minha namorada por muitos anos,para a inveja de muitas pessoas.
No carnaval existia o Bloco do Vizinho na Rua do Sacramento, a concentração era em frente à casa de Dona Ceni, mãe de Juca, Braulinho, Ana Lúcia, do lado da casa de Dona Carmem Garrido, mãe da nossa amiga Regina Garrido, em frente residia Dona Margarida esposa do DR: Luiz Gama pai de Eduardo, Fernando, Henrique e Augusto, ao lado residiam Dona Carmem e o Sr.Sílvio Lopes Teixeira ex prefeito de Macaé, pai de Aldo, Silvinho, Glauco e Robson. Na rua da igualdade saía o Bloco do Gargalo que Sidney,conhecido como Cidão organizava o bloco.
Uma vez o Dr. Luiz Gama pegou seu Dodge Dart verde quatro portas, colocou toda família dentro e saiu em disparada, chegando ao trevo avisou a sua esposa que seu pai tinha falecido, Dona Margarida começou a chorar, ele retornou para Macaé, e todos perplexos com aquela atitude ele disse... Só estou te preparando psicologicamente para quando ele falecer você agüentar a barra, ele era uma figura.
O bloco era dos vizinhos mesmo e o Cidão que arrumava tudo, desde a bateria até as roupas que iríamos desfilar. Não saía uma briga sequer,éramos uma grande família.
Quando Dr. Antônio Luiz E Dona Eni viajaram para a Europa, a residência localizada em frente a Praça Veríssimo de Melo, hoje em dia existe uma loja de móveis, o seu filho Antônio Luiz o Tuzica deu uma festa de arromba. Alvaci Lobo irmão de Carlos Eduardo Lobo o TING que seu pai Lenine tinha um Supermercado União, encheu a Kombi de meninas e foi aquele auê. Sonhinha Cavalinho descendo as escadarias da mansão ao som da pantera cor de rosa, fazendo streep tese rolou escada abaixo indo parar no hospital que era na esquina da mansão, uma hora depois, voltava ela sorridente e pronta para outra. O carnaval de Macaé era um dos melhores do Estado do Rio,vinha de Niterói o Bloco do Alcatraz comandados por Kojak um negro gente finíssima que era dono de um Estaleiro em Niterói,minhas primas de Nikity toas elas saíam nesse bloco,e minha casa parecia um hotel.O carnaval nessa época era na Avenida Agenor Caldas,onde a Escola de Samba Princesinha do Atlântico, com a majestosa Moema era a porta bandeira,a Escola de Samba Mocidade Independente dos Cajueiros do Sr. Fábio e Dona Dagmar mãe de Malaka,Batista,Nízio,Fatinha,Duca e Marquinho faziam uma grande festa em família e a famosa e minha querida Escola de Samba Acadêmicos da Aroeira arrebentava,foi quando avistei o meu grande amigo e carnavalesco Ely Perón desfilava imponente em cima de um carro alegórico,eu fiquei deslumbrado com a Aroeira,pelo luxo de suas fantasias,apesar de pular o muro da minha casa para ver os ensaios da Mocidade dos Cajueiros,ficava eu delirando,e sempre dizia que quando fosse adulto seria compositor e puxador de samba,meu ídolo era o Chandoca um negro Grandão e gordo que tinha voz brilhante,e depois tornei-me compositor e puxador mas de outra Escola a minha eterna Aroeira.
Depois os desfiles passaram a ser realizados na Avenida Rui Barbosa, conhecida como Rua Direita. Em 1985 estava eu no bar do meu saudoso pai,quando o Perón parou seu Chevette branco,e disse: Vc é o Barreto? Respondi sim sou eu mesmo, quero convidá-lo para participar do concurso de samba enredo da Aroeira vc aceita? Respondi na hora que sim,me entregou a sinopse e fiz um samba lindo,na época eu estava com 18 anos e morava na ZS zona sul da cidade,tirei em segundo lugar,que para mim foi uma vitória,em 1986 tirei segundo lugar novamente,já em 1987 consagrei-me campeão com um tema muito polêmico,o nome era Se vc pensa que cachaça é água,fiz uma paródia sobre o Papa que estava vendo uma suruba,aquilo rendeu pano para manga,tive que dar entrevista na radio,afirmando que o Papa não estava na suruba e sim vendo aquela orgia toda. Nesse mesmo ano a moda era o Top Less, e o irreverente e meu amigo Luciano Nunes Brochado, a Lucha, loira, linda, saiu em plena Rua Direita no carnaval da Aroeira de Bunda Less, na época foi um escândalo e ao mesmo tempo um sucesso, uma pena que perdi o meu samba para a Escola de Samba Império da Barra, justamente por minha letra ser mal compreendida pela sociedade. DR: Átila pai do meu amigo Jarrão, junto com o DR: Antônio Luiz pai do meu amigo Tuzica.com suas respectivas esposas me acompanhavam cantando meu samba, isso foi na concentração em frente ao Bar o Corujão, ainda mandei um abraço para eles que deliraram de tanta emoção.
Os bailes carnavalescos eram no Ypiranga, Tênis Clube e o melhor de todos era no Fluminense, onde existia uma casa antiga na esquina branca com janelas azuis, que se encontrava abandonada, onde depois do carnaval a rapaziada pulava o muro que era baixo para fazer saliências com as meninas.
Essa casa foi comprada e quebraram a casa toda,quando o meu amigo Xará marido da Heloísa fundou a XALOSI que hoje em dia existe o seu FLAT e algumas lojas em baixo,nessa época Xará trabalhava no BANERJ com sua gravata de crochê que era a moda da época, e meu amigo Marcos Shuenk, Luis Fernando Miranda e Márcio Rumo Errado. No Banco Real trabalhava Leonardo Machado, o Queixinho, Edílson Sousa Lima o Tatu e Marcos Sucena, o Marquinho Jacaré das gravatas de crochê que era a última moda da época.
Quando acabavam as férias, e o carnaval tínhamos que voltar para os estudos, era triste ter que acordar cedo para estudar. Quando eu estava saindo de casa,vinha o saudoso Sr.: Eraldo Mussi pai dos meus grandes amigos Marcelo Barata e Ivana Mussi com o seu Corcel zerado,do ano me oferecendo carona,eu ficava sem graça,pois,queria matar a primeira aula e o Sr.:Eraldo Mussi me deixava em frente ao Caetano Dias,eu fingia que entrava e direto para o Caixote que ficava atrás do Colégio.
Quando ia a pé, passava no Bar do Sr. Motinha perto do prédio dos 10 andares para comprar doces, nos finais de semana sempre tinha festa para irmos, sempre era no sítio do Max Barreto meu primo e amigo, lá todos se encontravam, a febre do momento eram os pilotos de helicópteros que as meninas logo se assanhavam para cima deles, e o Paulinho Godinho quando via um desses helicópteros sempre dizia... ainda vou pilotar um desses,e hoje me dia é um grande piloto. Nessa época existiam vários pilotos entre eles vários amigos como o Orlando Bareta, Marcos Baeta, Jairo, Rubens, Montoro e Paulão. As festas eram de arromba e só acabava quando aparecia o sol.
Teve uma festa na casa do Celminho da loja o Balaio, onde as melhores e mais lindas mulheres estavam presentes, foi um ano novo daqueles marcantes, a Maristela Enne, irmã do Guilherme, Soraya e Alexandre estava divina, parecia Ava Gardner, aliás, hoje em dia está linda de deixar cego até o Super Man. Recentemente a encontrei no posto de gasolina mais ou menos um mês atrás, e não acreditei que aquela pintura estava sorrindo para mim,de cabelo curto negro e sorrindo,estava eu enchendo o pneu da minha bicicleta antiga uma HERMES de 1946, demorei em reconhecê-la, está mais linda que nunca. Falando no Perón seus marcantes desfiles da sua loja Página Dupla que funcionava no Shopping 300,entre elas Soraya Tanus Vânia Bandeira,Lolóia e cia ltda.Os homens, Leonardo Machado, Frederico Guedes, Adriano Marques, Márcio Gonçalves e Alexandre Marinho levou um tombo no desfile na Rua da Igualdade no desfile da antiga Malharia Monviso.Creio que escrevi demais e se esqueci de outra estória, se por acaso lembrar farei um novo Acabou o milho acabou a pipoca 3.
Como diz um velho ditado mulçumano.
“ O tempo é como um rio. Você nunca poderá tocar a mesma água duas vezes,porque a água que passou nunca passará novamente”
Alessandro Barreto.
Acadêmico de Direito da Universidade Cândido Mendes.

3 Comentários:
É isso aí Barreto! Essa semana encontrei com o Alci, irmão do Jamil da banda e Geraldo cara-suja e comentamos sobre essas suas recordações da nossa Macaé antiga. Por falar em Perón, quando é que alguma escola de samba macaense vai homenagear o maior carnavalesco e artista da nossa cidade? Parabéns Barreto.
Por
Paulo, às 12 de junho de 2011 às 06:28
ADOREI
Por
carlos alberto, às 12 de junho de 2011 às 09:56
Barretinho, dessa vez voce se superou...é emocionante relembrar as estorias da nossa adolescencia, na macaé querida, que infelizmente hoje encontra-se estrupada pelos politicos e secretarios, inescrupulosos, que tem como lema "farinha é pouca, meu pirão primeiro"...só que a farinha é tanta e eles assim mesmo não se fartam...pobre cidade rica... ,abração e parabens
Por
carlos alberto, às 12 de junho de 2011 às 09:59
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