Boca no trombone
Boca no trombone
Estamos acostumados a ver um indivíduo de classe média, branco, olhos claros, que estudou nas melhores escolas particulares, chegando com seu carro novo, que ganhou do seu pai, porque passou no vestibular. Mas,não estamos acostumados,a ver um negro que saiu da pacata cidade de Paracatu interior de Minas Gerais,primogênito de oitos filhos de pai pedreiro e mãe dona de casa.
Chegando a Brasília, aos 14 anos, para concluir o ensino médio. Foi faxineiro,e enquanto cantava em inglês pelos corredores do Tribunal que trabalhava,foi surpreendido pelo diretor do tribunal Pedro Paulo Luz Cunha por ter uma pronúncia sem sotaque. Ficou impressionado,e perguntou onde tinha aprendido inglês.O jovem negro,disse que nunca tinha estudado inglês,e que só cantava mas não entendia.
Assim foi indicado para trabalhar nas gráficas do Correio Braziliense e do Jornal de Brasília, como compositor gráfico e revisor. Acumulando os dois empregos, dos dois salários que ganhava enviava sempre uma parte para seus pais.
Mais tarde, deixou os dois empregos para trabalhar na gráfica do Senado. Passou no vestibular para Direito na concorridíssima UNB Universidade de Brasília. Havia na época só cursos diurnos,então,trabalhava à noite chegando a dormir em sala de aula,sendo surpreendido pelo professor.Aos 19 anos, editava os discursos de grandes oradores,como os senadores Franco Montoro e Paulo Brossard.Se deliciava fazendo e lendo aqueles discursos,segundo ele aprendeu a escrever ali.
Deixou o emprego, porque passou em seu primeiro concurso público, sendo aprovado para a vaga de oficial de chancelaria no Itamaraty em 1976, trabalhando na Embaixada do Brasil em Helsinque na Finlândia e tornando-se obcecado por línguas estrangeiras.
Em 1980 formou-se em Direito. Foi contratado para ser advogado do Serviço Social de Processamento de Dados (SERPRO) em 1984. Passou no segundo concurso público de sua vida,como Procurador do Ministério Público Federal. Nesse meio tempo, passou uma temporada na Alemanha, um ano e meio nos EUA para estudar Direito e quatro anos na França, entre 1988 a 1992, fazendo doutorado.
Sua tese virou livro na França, coisa rara para um Jurista Brasileiro. O livro explica o papel das cortes constitucionais nos sistemas políticos de cada país. Essa estória é do Joça,como é conhecido pelos familiares e amigos do peito.
Um rapaz negro e humilde, mas de caráter e de muita determinação. Que estudou muito,mas,muito mesmo,depois que se formou bacharel em direito,fez sua graduação em Brasília,virou doutor pela Sorbonne de Paris,professor visitante nas Faculdades de Direito da Columbia em Nova York ,e da Universidade da Califórnia,em Los Angeles.Tem dois livros publicados,um em Francês,sobre o STF brasileiro,e outro em português,sobre a experiência americana com as ações afirmativas para negros.
Quando criança ficou um ano sem estudar, porque a diretora da escola resolveu cobrar mensalidade. Pensando ser dona de escola pública,coisa que acontecem e muito,aquela situação ao invés de desanimá-lo,deu-lhe mais disposição ainda para estudar mais,e mais.
Em fevereiro de 2003, estava em Los Angeles,quando recebeu um e-mail de um tal Sérgio Sérvulo,então assessor do Ministério da Justiça, informando que o Ministro Márcio Thomaz Bastos gostaria de conhecê-lo. Assim, aos 48 anos de idade foi empossado em junho de 2003 como Ministro do Supremo Tribunal Federal, estou me referindo ao grande e brilhante Joaquim Barbosa. Que recentemente disse ao seu (colega) o ministro Gilmar Mendes o que todo brasileiro gostaria de dizer.
Batendo de frente com essa elite ariana feudal que existe no Brasil. Que não e nem fazia parte de uns de seus capangas do Mato Grosso,e pedindo para o Gilmar Mendes que saísse as ruas,para ver e ouvir o que o povo brasileiro pensava.Aliás,no STF a maioria não gosta do Ministro Joaquim Barbosa,um do poucos que conversa é com o Ministro Carlos Ayres Britto,porque o resto da tropa,sequer trocam olhares com ele.Porque será? Será por ser negro?Será por ser pobre?Será por ser o mais inteligente? Por ser o mais poliglota? Por ser o mais elegante? Será por ser o mais imparcial? É por todos os requisitos mencionados a cima. Em poucos meses, como ministro do Supremo Tribunal Federal, chamou o Presidente Lula em particular, para avisá-lo que estava sofrendo discriminação, sentindo-se rejeitado por suas opiniões imparciais.
Meu saudoso pai, já me dizia: “meu filho preste atenção! Pobre não gosta de ver outro pobre se dar bem na vida, porque não tem a mesma disposição que você tem. E o rico jamais gostará de ver um pobre se dar bem, porque quer que ele continue sempre pobre”.
Todos do STF não chegam sequer aos pés do Ministro Joaquim Barbosa, em sua maioria tiveram numerários suficientes para os estudos, e muitos concluíram o ensino médio no exterior. É só dar uma olhada no site do STF, o site é stf.jus.br . As fichas de alguns são mínimas perto do Joaquim Barbosa, só vendo para crer. Como saiu na revista Veja, o Brasil nunca teve um Ministro como ele, e afirmo que nunca terá. Colocou a boca no trombone,e todos os brasileiros o aplaudiram de pé.
Como dizia o grande William Shakespeare.
“Uns nasceram para aplaudir, outros nasceram para serem aplaudidos”.
Alessandro Barreto
Acadêmico de Direito da Universidade Cândido Mendes.
Estamos acostumados a ver um indivíduo de classe média, branco, olhos claros, que estudou nas melhores escolas particulares, chegando com seu carro novo, que ganhou do seu pai, porque passou no vestibular. Mas,não estamos acostumados,a ver um negro que saiu da pacata cidade de Paracatu interior de Minas Gerais,primogênito de oitos filhos de pai pedreiro e mãe dona de casa.
Chegando a Brasília, aos 14 anos, para concluir o ensino médio. Foi faxineiro,e enquanto cantava em inglês pelos corredores do Tribunal que trabalhava,foi surpreendido pelo diretor do tribunal Pedro Paulo Luz Cunha por ter uma pronúncia sem sotaque. Ficou impressionado,e perguntou onde tinha aprendido inglês.O jovem negro,disse que nunca tinha estudado inglês,e que só cantava mas não entendia.
Assim foi indicado para trabalhar nas gráficas do Correio Braziliense e do Jornal de Brasília, como compositor gráfico e revisor. Acumulando os dois empregos, dos dois salários que ganhava enviava sempre uma parte para seus pais.
Mais tarde, deixou os dois empregos para trabalhar na gráfica do Senado. Passou no vestibular para Direito na concorridíssima UNB Universidade de Brasília. Havia na época só cursos diurnos,então,trabalhava à noite chegando a dormir em sala de aula,sendo surpreendido pelo professor.Aos 19 anos, editava os discursos de grandes oradores,como os senadores Franco Montoro e Paulo Brossard.Se deliciava fazendo e lendo aqueles discursos,segundo ele aprendeu a escrever ali.
Deixou o emprego, porque passou em seu primeiro concurso público, sendo aprovado para a vaga de oficial de chancelaria no Itamaraty em 1976, trabalhando na Embaixada do Brasil em Helsinque na Finlândia e tornando-se obcecado por línguas estrangeiras.
Em 1980 formou-se em Direito. Foi contratado para ser advogado do Serviço Social de Processamento de Dados (SERPRO) em 1984. Passou no segundo concurso público de sua vida,como Procurador do Ministério Público Federal. Nesse meio tempo, passou uma temporada na Alemanha, um ano e meio nos EUA para estudar Direito e quatro anos na França, entre 1988 a 1992, fazendo doutorado.
Sua tese virou livro na França, coisa rara para um Jurista Brasileiro. O livro explica o papel das cortes constitucionais nos sistemas políticos de cada país. Essa estória é do Joça,como é conhecido pelos familiares e amigos do peito.
Um rapaz negro e humilde, mas de caráter e de muita determinação. Que estudou muito,mas,muito mesmo,depois que se formou bacharel em direito,fez sua graduação em Brasília,virou doutor pela Sorbonne de Paris,professor visitante nas Faculdades de Direito da Columbia em Nova York ,e da Universidade da Califórnia,em Los Angeles.Tem dois livros publicados,um em Francês,sobre o STF brasileiro,e outro em português,sobre a experiência americana com as ações afirmativas para negros.
Quando criança ficou um ano sem estudar, porque a diretora da escola resolveu cobrar mensalidade. Pensando ser dona de escola pública,coisa que acontecem e muito,aquela situação ao invés de desanimá-lo,deu-lhe mais disposição ainda para estudar mais,e mais.
Em fevereiro de 2003, estava em Los Angeles,quando recebeu um e-mail de um tal Sérgio Sérvulo,então assessor do Ministério da Justiça, informando que o Ministro Márcio Thomaz Bastos gostaria de conhecê-lo. Assim, aos 48 anos de idade foi empossado em junho de 2003 como Ministro do Supremo Tribunal Federal, estou me referindo ao grande e brilhante Joaquim Barbosa. Que recentemente disse ao seu (colega) o ministro Gilmar Mendes o que todo brasileiro gostaria de dizer.
Batendo de frente com essa elite ariana feudal que existe no Brasil. Que não e nem fazia parte de uns de seus capangas do Mato Grosso,e pedindo para o Gilmar Mendes que saísse as ruas,para ver e ouvir o que o povo brasileiro pensava.Aliás,no STF a maioria não gosta do Ministro Joaquim Barbosa,um do poucos que conversa é com o Ministro Carlos Ayres Britto,porque o resto da tropa,sequer trocam olhares com ele.Porque será? Será por ser negro?Será por ser pobre?Será por ser o mais inteligente? Por ser o mais poliglota? Por ser o mais elegante? Será por ser o mais imparcial? É por todos os requisitos mencionados a cima. Em poucos meses, como ministro do Supremo Tribunal Federal, chamou o Presidente Lula em particular, para avisá-lo que estava sofrendo discriminação, sentindo-se rejeitado por suas opiniões imparciais.
Meu saudoso pai, já me dizia: “meu filho preste atenção! Pobre não gosta de ver outro pobre se dar bem na vida, porque não tem a mesma disposição que você tem. E o rico jamais gostará de ver um pobre se dar bem, porque quer que ele continue sempre pobre”.
Todos do STF não chegam sequer aos pés do Ministro Joaquim Barbosa, em sua maioria tiveram numerários suficientes para os estudos, e muitos concluíram o ensino médio no exterior. É só dar uma olhada no site do STF, o site é stf.jus.br . As fichas de alguns são mínimas perto do Joaquim Barbosa, só vendo para crer. Como saiu na revista Veja, o Brasil nunca teve um Ministro como ele, e afirmo que nunca terá. Colocou a boca no trombone,e todos os brasileiros o aplaudiram de pé.
Como dizia o grande William Shakespeare.
“Uns nasceram para aplaudir, outros nasceram para serem aplaudidos”.
Alessandro Barreto
Acadêmico de Direito da Universidade Cândido Mendes.
